É na Califórnia — também conhecido como o futuro dos Estados Unidos da América e, talvez, do mundo — que está instalado um dos maiores centros de inovação e mais desenvolvido aglomerado de empresas em todo o mundo: o Vale do Silício. Atualmente, as empresas do Vale possuem 45% de seus funcionários estrangeiros e toda a região é composta por diversas cidades da Califórnia, como Palo Alto, Santa Clara, San José, Campbell, Cupertino, entre outras.

Um dos locais mais inovadores do planeta, a região polo industrial é responsável pelo desenvolvimento de aplicativos, hardwares, softwares e outros diversos serviços tecnológicos. Mais interessante que isso: o local abriga as maiores empresas tecnológicas do mundo, como Apple, Netflix, Facebook, Google, NVidia, Electronic Arts, AMD, Yahoo!, HP, Intel e Microsoft, Adobe e muitas outras.

Além das citadas, o Vale do Silício também possui a sede da Tesla, empresa automotiva e de armazenamento de energia, e da SapaceX, empresa de sistemas aeroespaciais. O que as duas têm em comum? Elon Musk.

CEO das duas empresas, Musk buscou adaptabilidade e inovação — pontos chaves para o Vale do Silício.  A Tesla colocou-se em uma corrida para desenvolver carros elétricos devido à sua preocupação com a excessiva poluição do ar.

Além de se preocupar com o meio ambiente, Musk foi mais longe. Ele vem desenvolvendo alternativas para que o ser humano consiga colonizar Marte até 2025, por meio da SpaceX. Superando até a NASA que pretende levar seres humanos ao planeta vermelho somente na década de 2030.

Conheça a história do Vale do Silício

Os historiadores divergem quanto à data de criação do local. Uns dizem que foi em 1906, em função da criação do rádio. Na época, vários engenheiros possuíam laboratórios na Califórnia e começaram os testes deste meio de comunicação. A partir daí, vieram outras empresas do ramo da tecnologia devido à facilidade de se obter materiais tecnológicos necessários e de baixo custo.

Outra data que dizem ter sido a da fundação do Vale é em 1950. Com apenas cinco anos do fim da Segunda Guerra Mundial e com a Guerra Fria se instalando, era necessária a produção de armas e de aviões de caça. Foram as empresas eletrônicas locais que forneceram todo material necessário durante os conflitos.

De acordo com a plataforma StartSe, o Vale do Silício possui dois diferenciais: colaboração e diversidade. Com 40% dos funcionários estrangeiros, o grupo diversificado se mistura e um contribui com as ideias do outro, o que gera a famosa inovação. Outro ponto importante e que todos mantêm em mente é a frase “time is money” (Tempo é dinheiro), as pessoas estão lá para fazer negócios e não perder tempo; por isso, a maioria dos pitches (um discurso que as startups fazem para conseguir investimentos)  tem somente um minuto.

O diretor executivo do Promove, Thiago Muniz, viajou recentemente ao Vale do Silício. De acordo com ele, o mais atraente do polo industrial é como as empresas são escaláveis. Por exemplo, uma startup ou empreendimento tem como meta dobrar sempre, como em lucros ou em receita. Algo quase impossível que se torna praticável com metodologias certas, inovação e diversidade, a receita do Vale do Silício.

Por inovações como as citadas acima que o polo industrial da América tende a crescer ainda mais. Sem levar em consideração os modelos acessíveis de financiamento para projetos de tecnologia, o Vale do Silício ainda disponibiliza cursos, convenções, palestras, workshops, congressos e outros eventos que aproximam e atraem ainda mais empreendedores. “Quem vive no Vale do Silício aprendeu há muito tempo que, quando se compartilha o conhecimento com os outros, um mais um, geralmente, equivale a três”, afirmou Vivek Wadwha, colunista do The Washington Post.

Enviar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *