Com baixas perspectivas de chuvas e com a principal fonte de abastecimento abaixo de 20% do nível da capacidade total, a escassez de água tornou-se uma realidade em Montes Claros. A Funorte, assim como faz com energia e outros serviços, mudou alguns hábitos para economizar. Um deles, foi idealizado pela supervisora de Serviços Gerais, Maria Luiza Sampaio.
Ela teve a ideia de montar kits de limpeza com o objetivo de diminuir os gastos com os produtos e, consequentemente, diminuiu a utilização de água. Há cerca de dois meses, Maria Luiza pesquisou sobre o consumo de materiais de limpeza utilizados na instituição e percebeu que havia muito desperdício, que alguns colaboradores usavam uma quantidade maior que outro que realizava a mesma função.
Então, a supervisora dividiu os produtos, igualmente, em kits para que os funcionários utilizassem durante a semana e, segundo ela, alguns conseguem usar por mais tempo. “Por meio de uma pesquisa, vi que havia muito material de limpeza sendo desperdiçado, então, busquei algo que contribuísse com a economia para a instituição. Me espelhei na cesta básica e montei alguns kits compostos por alvejantes líquidos, flanela, sabão em pó, panos de chão, entre outros produtos. Depois de dois meses, percebemos uma economia de quase 50% e alguns funcionários conseguem utilizar os produtos por mais de 7 dias, que foi o período de uso determinado para cada kit”, destacou.
Para a divisão do material, Maria Luiza também quis evitar gastos extras e, para isso, reutilizou garrafas de água que a instituição fornece durante eventos. Dolores Barbosa, auxiliar de serviços gerais, ressaltou sobre as vantagens desta mudança. “Eu gostei porque o kit é individual e com a mesma quantidade de produtos. Antes tínhamos problemas, pois alguns usavam mais e outros não conseguiam completar o serviço pela falta de material. Com esta divisão, todos conseguem fazer sua função e ainda contribui para diminuição do desperdício”.
Maria Luiza frisa, ainda, sobre a questão de adaptação dos funcionários. “No início alguns colaboradores reclamaram que a quantidade não seria suficiente, mas com o tempo se adaptaram bem. Para alguns setores, que realmente utilizam mais, liberamos mais produtos, mas no geral, a mudança trouxe muitas vantagens”, destacou a supervisora, que ressalta seu desejo de compartilhar a ideia com outras unidades da instituição.

Greiciely Rodrigues

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