No dia 06 de julho, o colegiado do curso de Farmácia Funorte reuniu-se no Campus JK para avaliação da atividade final da disciplina de Deontologia e Legislação Farmacêutica, onde os acadêmicos do 5º Período desenvolveram, sob orientação da Professora Maronne Quadros Antunes, simulação realística de uma plenária do Conselho Regional de Farmácia.

De acordo com a docente, que também divide atividades na coordenação do curso, “construíram-se casos considerando o Manual de Deontologia e Legislação Farmacêutica, de acesso livre, disponibilizado pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, onde são apresentados casos reais enfrentados pela comunidade profissional do país. Deste, foram retirados exemplos que deveriam ser analisados pelos acadêmicos e levados a julgamento, com base nas leis vigentes.”

A nova geração de Farmacêuticos, devidamente orientados sobre as liturgias presentes em reuniões similares, foi avaliada pelos professores Eurislene Moreira Antunes Damasceno e Samuel Góes Gonçalves, bem como pela coordenadora do curso de Farmácia Funorte, Cléia Maria Almeida Prado, Conselheira do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG).

A atividade é uma das propostas do Núcleo Docente Estruturante do Curso para promover a modernização da matriz curricular frente a discussão das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Farmácia do país, discussão essa, que perpassa pela análise das Comissões de Ensino dos Conselhos Regionais, no qual, em Minas Gerais, é representada por um grupo em que o professor Samuel Góes Gonçalves participa.

“Vejo esse momento como uma ação para promoção de aulas mais atrativas, levando o Curso de Farmácia Funorte aos novos campos do saber, um passo a frente da atualidade. Podemos dizer que a instituição possui tradição em inovar, visto ser a Instituição de Ensino Superior a desenvolver a primeira Farmácia Escola da região, e agora, única a apresentar três representantes do CRF/MG em seu quadro de profissionais; esta qualidade do corpo docente se reflete na organização de atividades, que como esta, propiciamaos acadêmicos um contato com a profissão desde os momentos iniciais do curso”, informa o professor Samuel Góes.

Para a Coordenadora Cléia Maria Almeida Prado, “percebe-se que a realidade profissional foi muito bem representada, tanto no sentido artístico quanto na condição de formação ética para respeito do profissional perante a sociedade. Como Conselheira do CRF/MG fiquei encantada pela demonstração do reconhecimento do significado de uma plenária como um momento de ajuste na conduta do Farmacêutico respeitando as normas instituídas pela legislação. Foi perceptível o aprendizado dos acadêmicos mediante a condução da disciplina pela professora Maronne Quadros e a capacidade de orientação da mesma no sentido do desenvolvimento do estudante como pesquisador. Esta foi a primeira vez que presencio, na Academia, uma leitura sobre a Plenária e sobre o significado da participação dos Conselheiros na regulamentação e condução das ações profissionais, e me sinto encantada com a visão apresentada. Parabenizo a todos os envolvidos pelo belíssimo trabalho.”

O acadêmico Fábio Ruas da Silva, que já trabalha há 23 anos com Farmácia Comercial, conta que foi diferente participar deste tipo de atividade, já que exigiu um esforço muito grande para pesquisa sobre o comportamento dos profissionais durante a sessão e sobre a aplicabilidade das normas conhecidas como Resolução de Diretoria Colegiada (RDC). “Foi muito gostoso desenvolver este tipo de habilidade, sendo necessário muitas horas de pesquisa na biblioteca para montar o roteiro, além da necessidade de treinar bastante para evitar o nervosismo, mas diante de um júri tão qualificado como o que estava em nossa frente, foi difícil manter a firmeza. Ainda assim, vejo o resultado das atividades com saldo positivo, pois adquirimos um conhecimento, por vias nunca antes exploradas”, conta Fábio Ruas.

Para Maronne Quadros Antunes, que participa da Comissão de Farmácia Clínica do CRF/MG, “o modelo foi apresentado como forma de avaliar a as ações dos acadêmicos ao longo do semestre letivo, já que a cada aula teórica, havia a preocupação em demonstrar, através de um cenário real, a aplicabilidade das leis existentes, com suas interpretações, falhas e acertos. A disciplina de Deontologia e Legislação Farmacêutica desenvolveu em cada participante dois pontos de vista: o profissional que, através das leis, desenvolve suas atividades de forma adequada, e aquele que, na realidade da profissão, é abordado pelos Conselhos Regionais para ajuste de conduta. A simulação realística vem para desenvolver uma terceira visão: a posição da Autarquia e suas ações frente aos múltiplos cenários profissionais.”

Texto: Samuel Góes Gonçalves

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