No dia 25 de setembro foi realizada uma roda de conversa entre os estudantes do curso de Medicina com a presença da Psiquiatra Gislene Alves e da Psicóloga do NOPP – Medicina, Laura Lílian. No episódio, os estudantes puderam conversar, para além das questões do Suicídio que é centro da Campanha de Prevenção desse mês, sobre diversos aspectos emocionais e sociais que envolvem a formação médica. Desde as expectativas iniciais no curso, angústias, medos e apreensões sentidas e percebidas durante a formação, até as dificuldades enfrentadas nos períodos finais.

No debate, os estudantes puderam compartilhar suas vivências e compartilhar experiências entre si e com as profissionais. A Dra. Gislene ressaltou a importância do cuidado com a saúde mental do acadêmico de Medicina, uma vez que, as pesquisas mostram alta prevalência de depressão e suicídio no meio médico. De acordo com a psiquiatra “são vários os fatores que favorecem o adoecimento, tais como: o perfil psicológico do estudante de medicina, a carga horária intensa de estudos e atividades do curso, expectativas das famílias e da sociedade em relação à profissão, e fácil acesso aos meios de autoextermínio”. Por esses motivos, o NOPP (Núcleo de Orientação Psicopedagógico)  em parceria com a IFMSA  (International Federation of Medical Student´s Associations) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) propiciaram esse espaço de reflexão.

Para acadêmica Larissa Carneiro, estudante do 3º período, “foi uma boa experiência, porque pôde ver que as dificuldades enfrentadas por ela são muitas vezes as mesmas enfrentadas por outros colegas, o que diminui a sensação de estar sozinha. É bom conversar com quem entende o que você passa, as dificuldades, a pressão. Assim podemos nos preparar psicologicamente para enfrentar com mais tranquilidade as dificuldades advinda da formação médica”, frisou.

A Psicóloga Laura Lílian ressalta que “a Funorte está atenta e sensível às dificuldades enfrentadas pelos estudantes. Através do  NOPP tem realizado o acolhimento às demandas apresentadas pelos acadêmicos, orientações psicopedagógicas e os encaminhamentos a outros profissionais da saúde mental, quando necessário. Em breve, serão realizados, dentre outras ações de prevenção e cuidado com a saúde emocional,  atendimentos em grupo para que o maior numero de estudantes possa ser acolhido”, concluiu a coordenadora.

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