Quem acompanha de perto a variação das ofertas de vaga em diferentes setores do mercado e a oscilação dos índices de candidatos por vaga nos cursos universitários já conhece o fenômeno. De tempos em tempos, determinadas carreiras ganham mais projeção em relação a outras, atraindo maior atenção dos estudantes. Nos anos 1970, por exemplo, as faculdades de engenharia costumavam concentrar boa fatia da procura. Na década seguinte, a preferência recaiu sobre disciplinas ligadas à comunicação. Em anos recentes, a tecnologia da informação angariou muitos seguidores. Vários fatores contribuem para essas transformações, quer sejam investimentos estatais em ramos específicos da economia, quer sejam mudanças de comportamento na sociedade. O crescimento no número de vagas nas universidades públicas e privadas — de 1,3 milhão para 6,7 milhões em trinta anos — aumentou a concorrência de gente com diploma na praça, mas ainda há muitos campos a ser explorados. Com o envelhecimento da população, por exemplo, setores como saúde e nutrição devem ganhar mais visibilidade em um futuro próximo. Outro segmento que deve se destacar é a especialização para atendimento ao cliente. “Brevemente, não existirão mais vendedores sem conhecimento formal na área”, prevê a consultora Daniela Ribeiro, gerente sênior da empresa de recrutamento Robert Half. Veja a seguir, os setores em alta.

Nutricionista

Trata-se de uma carreira que recebeu atenção nos últimos anos devido ao crescimento do interesse pela alimentação saudável. Mas outra variável no horizonte é o aumento da longevidade da população. Essa situação está levando à criação de um nicho específico, o dos profissionais dedicados aos idosos. O eixo será a adaptação às mudanças decorrentes do envelhecimento. Com a dentição mais fraca e as funções digestivas, gástricas e intestinais reduzidas desses indivíduos, os especialistas deverão traçar estratégias para que seus clientes continuem se alimentando de forma correta. As universidades do país já disponibilizam cursos de graduação em nutrição há décadas. No caso da terceira idade, no entanto, o campo é reduzido. Desde o ano passado, a Uerj mantém a disciplina eletiva alimentação, nutrição e envelhecimento para esse segmento. “Antes, a nutrição estava mais voltada para problemas de desnutrição e de obesidade. Agora o foco passou a ser também os idosos”, explica a professora Maria de Fátima Garcia de Menezes, do Instituto de Nutrição da Uerj. 

As outras profissões são: engenheiro genético, programador de software, consultor financeiro pessoal, analista de marketing digital, auditor, vendedor técnico e gestor de meio ambiente.

 

Fonte: http://vejario.abril.com.br/materia/servicos/oito-profissoes-que-serao-as-mais-requisitadas-nos-proximos-anos. (Adaptado)

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