Assunto comentado em todo país, nas últimas semanas, o jogo “baleia azul” ganhou destaque entre os noticiários devido ao risco que pode trazer aos seus participantes, principalmente jovens e adolescentes. O jogo se desenvolve através de mensagens que os participantes recebem (na maioria das vezes na madrugada), com tarefas e desafios que envolvem a automutilação e até o suicídio.

O modo mais eficaz de prevenção, segundo especialistas, é o diálogo frequente com os jovens. A conversa entre pais e filhos, na adolescência, se apresenta de extrema importância para que se mantenha esse vínculo de amizade e conhecimento das dificuldades que eles irão enfrentar nesta etapa da vida. Como relata a coordenadora do curso de Psicologia da Fasi, Francely Santos: “A postura dos pais, nesse contexto, é a de ter o máximo de atenção às atividades dos filhos, além de manter o diálogo constantemente aberto. Acredito que dessa maneira, podemos nos aproximar das crianças, jovens e adolescentes. E assim, saber o que estão pensando, sentindo e principalmente o que está acontecendo com eles, onde andam e acompanhadas de quem”, afirma.

A coordenadora ainda ressalta as características e individualidades das pessoas que participam do jogo. “Como Pedagoga e professora, posso dizer que as pessoas mais introspectivas, ou seja, aquelas com maior dificuldade de socialização e/ou de expressar os pensamentos, angústias e medos estão mais sujeitas a este problema. Outra forma de identificação desse grupo de pessoas é o ‘enclausuramento’, em função dos jogos eletrônicos”, concluiu.

Segundo informações divulgadas na imprensa nacional, o jogo já originou vítimas em oito estados em todo o país e se tornou tão grave, que autoridades se mobilizaram para adotarem medidas de precaução e evitar futuros casos relacionados ao assunto.

Recomendações do Ministério Público/MG
» Fique atento a eventuais mudanças de comportamento do jovem;
» Demonstre interesse pela rotina dele;
» Adolescentes com a autoestima em baixa;
são mais vulneráveis;
» Dialogue e atraia a confiança de seu filho;
» Evite que ele fique muito tempo na internet;
» Deixe o computador em um local comum e visível da casa;
» Evite expor na internet informações particulares e dados pessoais.

Denuncie grupos e comunidades suspeitas ao #MPMG:crimedigital@mpmg.mp.br

Wallace Borges

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