Nos dias 21, 22 e 26 de fevereiro, estudantes do curso de Gastronomia Funorte realizaram apresentações de ideias empreendedoras por meio do Projeto Integrador Multidisciplinar – PIM I, atividade que acontece ao fim do 4º semestre do curso.

Como líder da banca, esteve o professor Marcos Caldeira, que acompanhou, desde o início, o desenvolvimento dos projetos. Ele destaca o objetivo do trabalho. “O PIM do curso Tecnólogo de Gastronomia e é válido como trabalho de conclusão de curso e é desenvolvido em duas etapas: a primeira, que é o PIM I, trabalhado em minha disciplina e se constitui por uma pesquisa de mercado para conceber uma ideia de negócio, produto, serviço ou tecnologia no setor de Gastronomia. O PIM II, que é desenvolvido no 5º período, é uma continuidade do estudo de mercado com o plano de negócios, que inclui planejamento financeiro, operacional e montagem, propriamente dita, do negócio”, frisou o docente.

Durante as apresentações, os estudantes são avaliados pela banca que, além do professor Marcos, foi composta pelo coordenador do curso, Jonas Cotta Sacchetto e os docentes Marco Antônio Ramos Canela e Alexandre Sacchetto. Marcos frisa que o intuito da banca é qualificar os projetos para a próxima etapa do trabalho e destaca quais são os critérios de avaliação. “Dentre os critérios de avaliação estão: análise do relatório redigido, que é desenvolvido ao longo do projeto, que diz respeito ao conteúdo e formatação; apresentação oral, em que o aluno deve apresentar a proposta de forma precisa e em linguagem adequada; e o terceiro critério é a avaliação do processo de orientação, que inclui postura, cumprimento de tarefas e envolvimento”, citou.

Nesta edição, o PIM I contou com apresentação de diversas ideias de empreendimentos. Para o professor e avaliador Marco Antônio, “o PIM é um momento muito importante na formação dos estudantes, pois representa a demonstração prática e o envolvimento em diversas disciplinas, em que os estudantes desenvolvem uma ideia, fazem uma pesquisa de mercado e validam essa ideia através dos resultados desta pesquisa”. E completa ressaltando a qualidade dos trabalhos: “as apresentações, em relação aos últimos anos, tem evoluído muito. Desde projetos simples e sem qualquer tipo de demonstração cênica ou até mesmo material, tivemos apresentações incríveis e, isso, é apenas a apresentação da ideia. Dentre algumas, tivemos a apresentação de um bar medieval e empreendimento de cerimonial. Então, esta experiência é muito importante porque trabalhamos a veia empreendedora, ou seja, não estamos formandos pessoas para ser mão de obra, mas para serem donos de seus próprios negócios. O empreendedorismo passou a fazer parte do DNA da instituição desde o momento em que foi percebido que nossos egressos são os vetores de desenvolvimento do norte de Minas”, citou o professor.

Propostas apresentadas

Entre as ideias apresentadas, tiveram projetos de confeitaria personalizada, empreendimento de frutos do mar, conceito de alimentos mais saudáveis, proposta de uma arrozteria, além de restaurantes temáticos e medievais.

A acadêmica Thaís Soares apresentou o projeto de uma confeitaria especializada em doces e bolos personalizados chamada “Doces e Encantos – Confeitaria Arte”. Ela explica um pouco sobre a proposta do empreendimento. “Meu projeto de confeitaria constitui em um espaço físico para que os clientes possam entrar e ter uma experiência de se sentarem e provarem dos doces antes da encomenda. Nossa intenção é que eles encomendem não somente para festas, mas que possam sair e ter uma confeitaria, aqui em Montes Claros, que eles possam frequentar. O projeto visa o trabalho com duas linhas de produção, que é uma de personalizados e outra voltada para vitrine, em que as pessoas possam degustar. Vamos fazer entrega e teremos espaço para conversar com o cliente, além de investimento em marketing”, destacou.

Thaís conta que escolheu a proposta por já trabalhar como confeiteira e ser apaixonada pelo que faz. “Escolhi a confeitaria porque é uma área que já trabalho e que sou apaixonada. O logo criado apresenta o desenho de um cupcake, que é o que me fez apaixonar pela confeitaria. Alguns projetos começam pequenos, de coisas simples, no meu caso, uma imagem fez com que eu me tornasse confeiteira e me trouxe para a Gastronomia. Então, quero que as pessoas tenham o encanto de receber os doces em suas festas, de poder provar de algo belo e fazer com que elas tenham este momento com o doce. Esta mágica que eu tive, quero que as pessoas sintam também”, destacou

Já o acadêmico Breno Rocha, apresentou a proposta de um empreendimento de peixes e frutos do mar com nome Opará (antigo nome do Rio São Francisco, herdado pelos índios). Dentre os produtos ofertados no cardápio havia linguiça de peixe produzida por ele e uma moqueca de surubim do Rio São Francisco, ambos harmonizavam-se com o vinho Côtes de Provence Royal Saint Louis Blason Rosé. Ele cita que, “enxerguei na proposta do meu projeto, resgatar as lembranças e culturas que vivenciei na cidade de São Francisco-MG, com o rio e os meus avós. Aliados a essa valorização, desenvolvi um restaurante gastronômico especializado em peixes e frutos do mar, apresentando-se também, como um empreendimento Fusion, pois acontecerá a troca de técnicas e culturas. Valorizará as técnicas ribeirinhas mineiras, fazendo uma aliança com a cozinha Kaiseki do Japão, que traz a contemporaneidade e toda a meticulosidade do preparo”, finalizou o estudante.

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