O biomédico Cassius Rocha Oliveira, que trabalha na Funorte há mais de 10 anos, atualmente foi integrado à coordenação do curso de Biomedicina da instituição, juntamente com o biomédico e conselheiro do CRBM3 (Conselho Regional de Biomedicina 3ª Região), Farley Eleandro Costa.

Natural de Montes Claros, Cassius, que também atua no laboratório de análises clínicas do Hospital das Clínicas Mário Ribeiro da Silveira, ressalta os motivos que o levaram a ser biomédico. “Escolhi a profissão, no início, por curiosidade, mas com o desenvolvimento do curso fui descobrindo o que era ser biomédico. Na faculdade que cursei, a habilitação era análises clínicas e gostei muito de descobrir sobre o corpo humano e suas patologias”, destacou o coordenador.

Ele frisa, ainda, a importância da Biomedicina para a região. “Montes Claros é a maior cidade do norte de minas, possuindo mais de 400 mil habitantes, recebendo ainda pacientes de todo o norte de minas e sul da Bahia, sendo necessária a formação de um profissional capaz para atuar, não somente como analista clínico, mas como coordenador, fiscal, etc., melhorando, assim, a saúde nas instituições públicas e privadas da cidade e região”, destacou.

Sobre o curso que irá coordenar, Cassius ressalta os diferenciais da graduação. “A Funorte é a única faculdade do norte de minas a oferecer o curso, além disso, possui um hospital universitário e laboratório de análises clínicas próprio, onde os alunos realizam os estágios supervisionados com os professores de cada área. No ponto de vista social, os acadêmicos ainda realizam palestras educativas sobre doenças endêmicas em escolas e ESF (Estratégia Saúde da Família) na cidade de Montes Claros e região”, explicou o coordenador.

Um dos principais aspectos levados em conta ao iniciar uma graduação é a pesquisa pelo mercado de trabalho. Neste sentindo, Cassius frisa os pontos principais para que o acadêmico tenha sucesso como profissional. “O mercado na área de saúde em Montes Claros encontra-se saturado, não apenas para o profissional biomédico, como outras profissões da saúde. Então, o que posso dizer é que cada aluno é o principal responsável por formar e ser um profissional capaz de encontrar seu caminho. Muitos alunos reclamam por não conseguirem vagas de trabalho, mas os mais dedicados, assim que formam, são chamados por mais de um laboratório, podendo assim escolher a melhor opção para eles”. Ele completa destacando qual deve ser o perfil do estudante. “São pessoas que têm afinidade com as áreas biológicas (saúde), alguns mesmos entram sem saber ao certo quais as funções do biomédico, mas terminam se identificando com as atividades desenvolvidas”, conta Cassius.

O coordenador aborda as principais mudanças na área nos últimos anos. Segundo ele, a inovação e a busca por novos mercados é um dos diferenciais da profissão. “A principal habilitação nas faculdades de biomedicina é a análises clínicas (Patologia Clínica), mas, nos dias atuais, a área da estética vem sendo muito procurada pelos recém-formados, sendo eles funcionários ou mesmo os proprietários das clínicas de estética. Outra área atrativa é o diagnóstico por imagem que também vem crescendo na cidade, em que os biomédicos são contratados para operarem os aparelhos de ressonância, tomografia e raios-X, sendo, em grande parte, mais bem remuneradas que nos laboratórios de análises clínicas”, destacou Cassius.

Ele finaliza ao destacar o papel do biomédico e revela seus planos futuros. “O biomédico deve ser um profissional humanizado, capaz de ajudar no diagnóstico e monitoramento de doenças, ajudar pacientes a se curarem ou, pelo menos, conseguirem viver melhor com suas enfermidades propiciando uma melhor qualidade de vida. Quanto às minhas perspectivas, pretendo trabalhar na instituição por pelo menos mais 25 anos, contribuindo para a melhoria e inovação do curso de biomedicina. Além de abrir turmas de biomedicina com habilitações em Estética e Imagenologia”, finalizou o coordenador.

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