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Acadêmico de Farmácia torna-se doador de medula óssea a partir de aula do curso


  

 

Luan Carvalho, 20 anos, acadêmico do 4° período de Farmácia da Funorte, decidiu ser doador de medula óssea após uma aula na instituição. Ele conta como foi a experiência e como foi o processo. “Após assistir a uma aula de Anatomia, ministrada pela professora Alessandra Pereira e ir ao Hemominas doar sangue, a docente explicou como era o processo, informou sobre o cadastro do Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – REDOME. Fiquei curioso e decidi me tornar um doador. Depois de 1 ano, eles entraram em contato comigo e falaram que tinham encontrado alguém compatível comigo. Sou de Janaúba, vim até Montes Claros e fiz alguns exames para confirmar a compatibilidade com o paciente. Então, eles me mandaram para Natal – Rio Grande do Norte, para fazer novos exames”, explica o acadêmico que diz como foi o restante do processo: “Marcaram a doação inicialmente para o dia 28 de junho, porém, tiveram que remarcar, pois o paciente não estava em condições de receber a medula. Os médicos me deram todo o suporte possível, me explicaram como seria o procedimento, quais documentos teria de assinar, como seria a recuperação e me deixaram tranquilo ao me explicarem que isso, no futuro, em nada implicaria em minha saúde.  Eu não senti dor, fizeram a coleta e logo depois, sai andando pelo hospital até meu quarto; foi um procedimento simples”.

Luan ainda acrescenta que essa ação foi extremamente gratificante para ele e ser doador o deixa muito feliz, uma vez que sabe que pode salvar vidas.

A Coordenadora do curso de Farmácia da Funorte, Cleia Maria, fala sobre a importância da doação de medula óssea e de passar esse tipo de informações para os acadêmicos, “A doação de medula óssea é um gesto de amor e pode ajudar muitas pessoas que apresentam doenças diversas. Precisamos sensibilizar pessoas principalmente através de informações para que essa decisão possa contribuir no tratamento de inúmeras doenças. A doação surge como uma nova possibilidade para pessoas que enfrentam uma doença grave como, por exemplo, leucemias”.

Para a coordenadora, a Funorte não faz só um papel de educadora, mas cumpre um papel social para a comunidade que atende. “A Funorte cumpre com seu papel social de formar profissionais que sejam capazes de transformar a realidade social. No curso de Farmácia da instituição, além do compromisso de formarmos profissionais competentes, temos o compromisso de formar o cidadãs. Nas nossas aulas, abordamos temas éticos e de valores essenciais à formação humana. A história do Luan é reflexo dessa nossa prática. Durante uma aula de Anatomia com a Professora Alessandra Ribeiro, ele conheceu e foi incentivado a ser um doador de medula óssea. Essa é uma verdadeira lição de AMOR que promove a vida. A verdadeira missão de a educação tornar as pessoas melhores. Sinto-me orgulhosa de formar um farmacêutico que prontamente decidiu contribuir a salvar vidas”, diz.

Como funciona o processo de doação de Medula Óssea

A doação de medula óssea é um ato considerado simples, porém é uma ação extremamente grandiosa que pode salvar milhares de vidas com a atitude voluntária de um doador. A medula óssea é um tecido gelatinoso que fica no interior dos ossos e é responsável por fabricar células sanguíneas. O transplante de medula óssea é uma opção de tratamento recomendada em alguns casos de doenças que afetam essas células, como leucemiaslinfomas. O procedimento consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais desse tecido, para que se possa reconstituir uma medula nova e saudável. Para isso, a pessoa que estiver interessada em doar tem que fazer seu cadastro no banco de doadores para, quando houver um paciente compatível, acontecer o transplante. Por ser um procedimento médico que envolve exames e cirurgia, existe um tabu sobre o tema, por isso é importante trabalhar e informar a população sobre como é a doação de medula óssea e órgãos.


Publicada em: 13/08/2019
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