O NOPP – Núcleo de Orientação Psicopedagógico do curso de Medicina está realiza ao longo desta semana (de 26 a 30 de novembro), a Oficina Keep Calm. O objetivo da atividade é oferecer aos estudantes um espaço de diálogo para que possam, em grupo, refletir e reconhecer os sinais e sintomas da ansiedade. E assim, aprender, através de exercícios simples e eficazes, a ter mais controle sobre ela.

O NOPP identificou, através dos atendimentos individuais, realizados no período de abril a outubro de 2018 que Ansiedade é a principal queixa dos estudantes de Medicina que procuram pelo acolhimento desse setor, representando 32%.

De acordo com a psicóloga do NOPP, Laura Lilian, a ansiedade é um estado emocional vivenciado pelas pessoas no dia-a-dia ao se enfrentar uma exposição em público, antes de uma prova, diante de decisões difíceis ou de algum problema no trabalho. Em níveis moderados e sob controle, ajuda a pessoa a ter foco, concentração e energia para realizar as suas atividades.

Contudo, a ansiedade excessiva manifesta nas pessoas sensações físicas e psíquicas desagradáveis, como:  medo, angústia, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, náuseas, aflição, dificuldade para organizar o tempo, irritabilidade, preocupações exageradas com o futuro,  sono interrompido ou insônia, fadiga,  dentre muitos outros. Quando esse sentimento persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia, a ansiedade deixa de ser natural e passa a ser um transtorno, como por exemplo o Transtorno da ansiedade generalizada (TAG), um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”.

São diversos os fatores que podem influenciar a prevalência de ansiedade nos estudantes de medicina: a adaptação ao método de ensino-aprendizagem,a elevada carga horária, grande volume de conteúdos a serem estudados, insegurança em relação ao ingresso no mercado de trabalho, autoexigência, cobrança dos professores, da família e da sociedade. Aprendendo a ter mais consciência de si e a identificar os primeiros sinais de desconforto, o estudante poderá intervir na ansiedade, por conta própria, utilizando os exercícios que aprendeu na oficina. Com menos tensão, ansiedade e estresse esperamos que o desempenho dos estudantes seja mais satisfatório nesse finalzinho de semestre, em que a carga de trabalhos e avaliações costuma ser maior, ressalta Laura Lílian.

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