Acadêmico de Jornalismo Funorte fala sobre a série How to Get Away with Murder e mostra porque ela virou uma febre entre os seriemaníacos e crítica especializada

How to Get Away with Murder (como se safar de um crime) é uma série da TV norte americana, transmitida pela ABC desde 2014 e disponível na Netflix, que reúne duas grandes mulheres negras de muita credibilidade no mundo cinematográfico: Shonda Rhimes, roteirista e produtora da série, entre os seus trabalhos está Grey’s Anatomy, sucesso ininterrupto desde 2005, e a protagonista da série, Viola Davis, primeira atriz negra a ganhar um Emmy, em 2015, na categoria “melhor atriz em série dramática” pelo seu próprio papel na HTGAWM, e, recentemente, ganhou o seu lugar na calçada da fama e o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. Só esses detalhes já são, para muitos, motivos suficientes para assisti-la.

A série retrata a vida de uma advogada e professora de Direito Penal, a Annalise Keating, quando, ao selecionar os seus melhores alunos a fim de formar uma equipe para o seu escritório, se envolvem em crimes que se tornam o desenrolar de toda a trama. Os seus alunos e estagiários passam, então, a aplicarem os seus novos conhecimentos da faculdade para escaparem dos assassinatos cometidos por eles mesmos.

A história ainda conta com o Sam Keating, marido da Annalise, Nate, amante da protagonista, Bonnie, advogada do seu escritório, e Frank, uma espécie de guarda-costas. Todos esses se envolvem em assassinatos ao decorrer da série, às vezes em conjunto, às vezes sozinhos.

O roteiro é incrivelmente bem escrito, deixando qualquer espectador ansioso para o próximo capítulo. Na primeira temporada, do primeiro capítulo ao último, a personalidade e histórias dos personagens são relatadas, sendo que, cada um, possui um drama na vida particular. Na segunda, o roteiro é direcionado para o vínculo da advogada com o Wes, um menino órfão que possui uma relação particular com ela desde o início. Contudo, mesmo depois da 2º temporada, a única personagem da qual não é possível desvendar todos os segredos é a Annalise Keating. A sua vida pessoal consegue ser espantosamente misteriosa, o que, ao decorrer da 3ª temporada, é mais abordada.

A série também retrata temas como estupro, racismo, homossexualidade e HIV de forma queacrescenta ainda mais pontos positivos, além de fazer-nos pensar se, de toda essa ficção, não exista um pouco de realidade em como os advogados do criminal estão dispostos a ajudarem os seus clientes a se safarem de assassinatos.

Por fim, devo admitir que How to Get Away with Murder é uma das melhores séries do meu conhecimento por todos esses fatores antes citados. Além de ter uma excelente produção, um ótimo roteiro efantásticos atores, inclusive, um brasileiro entre esses. Felizmente ou infelizmente, uma tramaque nos deixam completamente ansiosos pela próxima temporada, desejando dia após dia que o hiato termine.

 

Fabrício Bispo, acadêmico do 5° período de Jornalismo Funorte, amante das artes brasileiras, vegetariano e cinéfilo. Parafraseando Fernando Pessoa: “sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”.

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