No dia 03 de setembro foi realizado, no Hospital Universitário Veterinário Renato de Andrade Funorte, o “Dia “D” Tratamento de Leishmaniose Visceral Canina – LVC, doença parasitária crônica e fatal causada por um parasito designado Leishmania infantum chagasi e transmitida por picada dos mosquitos flebótomos. O mosquito atua como vetor da doença. É uma zoonose, e os cães são considerados o principal reservatório do parasito, sendo vítimas tanto quanto a população humana.

Desde 2016 está autorizado no Brasil o tratamento dessa enfermidade com o medicamento Milteforan®, fabricado e importado pelo Laboratório Virbac. Trata-se da única medicação aprovada no país para essa finalidade.

Em parceria com o Laboratório Virbac, tutores de aproximadamente 80 animais assistidos pelo Hospital Veterinário Funorte receberam a doação do medicamento para o tratamento.

Segundo o coordenador administrativo do Hospital Veterinário Funorte, Prof. Lucas Soares, “a campanha possibilitou promover a saúde e a qualidade de vida desses animais, além de gerar alegria aos seus tutores. É um medicamento de alto custo, o que impossibilitava muitos de nossos clientes realizarem o tratamento de seus animais”, finaliza.

A Médica Veterinária Roberta Zuculin ressaltou que “a experiência foi maravilhosa e gratificante, pois possibilitará uma melhora clínica significativa de cada animal que recebeu a medicação”, destacou.

Os tutores de animais que participaram da campanha destacaram a importância do projeto. Jamille Mayrink, tutora da Cadela Tunica elogiou o trabalho da instituição. “Agradeço ao Hospital Veterinário e a Funorte por nos oferecer a oportunidade de dar qualidade de vida aos nossos amados amigos! A leishmaniose não debilita somente o animal, ela incapacita a nós tutores de fazer o melhor por eles. O milteforan é um presente e, a gratidão resume essa oportunidade de tratar da forma correta e eficaz aqueles que um dia foram abandonados por motivo dessa doença. A Túnica é um caso desses e, agora, terá a tão sonhada qualidade de vida por intermédio do Hospital Veterinário”, frisou.

Gustavo Guedes, também elogiou o trabalho feito com a Cadela Gaya. “Aos quatro meses de vida descobrimos que a Gaya tinha leishmaniose, no começo foi um desespero, pensamos que tínhamos perdido o doguinho, pois o remédio que havíamos conhecido (Milteforan) custava muito. Entretanto, semana passada recebemos a notícia que o hospital havia recebido doações do Milteforan e que Gaya tinha sido selecionada para receber o tratamento. Ficamos muito emocionados. Hoje mesmo ela começa o tratamento para uma vida melhor”,finalizou.

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