Foi realizado no dia 22 de junho, no campus JK, da Funorte, o VIII MEEP – Mostra de Estágios Específicos em Psicologia, do curso de graduação. Trata-se de um evento que reúne a prática dos alunos dos últimos semestres, na Clínica Escola de Psicologia, que funciona no Campus Amazonas. Além disso, foram convidados egressos da Funorte para dividir com os alunos os desafios profissionais que eles encontraram ao entrarem no mercado de trabalho.

De acordo com p professor Ted Evangelista, o MEEP foi criado com o objetivo de garantir um espaço de interlocução, discussão e apresentação dos casos atendidos e supervisionados na Clínica Escola de Psicologia da Funorte, como explica: “Inicialmente, a apresentação dos casos acontecia dentro do seminário de final de semestre, mas estávamos preocupados com o sigilo das informações e com o público que teria acesso as discussões. Outro fator que provocou a criação do MEEP foi o aumento no número de atendimentos prestados na clínica”.

O professor ressalta a importância do MEEP, pois o mesmo propicia ao acadêmico do 6º e 7º períodos o contato com os casos e com os conteúdos científicos que trabalharão a partir do 8º período. “Além disso, os alunos dos 8º, 9º e 10º períodos, que estão em formação profissional, encontram um evento destinado a troca de experiências e aprendizado constante”, ele diz e continua: “Preocupados com o mercado de trabalho, o MEEP oferece palestras sobre as áreas de atuação do Psicólogo e também convidamos egressos que estão atuando para retornarem a instituição e falarem das suas experiências aos alunos que ainda vão enfrentar essa realidade profissional. O MEEP tem como propósito capacitar nossos alunos para a atuação profissional, cuidando da prática supervisionada e também aproximando-os da realidade do mercado de trabalho, tanto quando as demandas quanto também as responsabilidades”, afirma.

A professora Nágila Viviane explica que estão sendo expostos no evento os trabalhos que são confeccionados nos estágios de Saúde Mental I e II, que é realizado no CAPS álcool e droga de Montes Claros. “Essas oficinas são recursos terapêuticos que nós utilizamos com os portadores de sofrimento mental e também com os usuários de álcool e droga e, no caso destes últimos, nós propomos essas oficinas como meio de geração de renda, ensinando a eles produzirem algo que possam vender”, ela diz. “É importante destacar que no momento em que estamos trabalhando com as oficinas, nós desenvolvemos também a construção de laços de vínculos afetivos, sempre trabalhando alguns temas relacionados a necessidade de cada um”.

Nágila ainda conta que as oficinas do paciente com transtorno mental aconteciam em três unidades básicas e que o objetivo era resgatar a autonomia desses pacientes. “Nós trabalhamos com oficinas terapêuticas, artesanais e sempre focando em algum tema. Nós costumamos trabalhar com metáforas e sempre levamos um tema a ser trabalhado e que seja da necessidade do paciente. E hoje, aqui estão expostos os materiais que são produzidos nas oficinas”, explica.

A acadêmica do 5º período, Barbara Wany, de 19 anos, explica que o trabalho executado por sua turma foi uma prática didática da disciplina Psicologia Escolar, realizada na clínica do campus Amazonas e supervisionada pela professora Caroline Caribé. “Trabalhamos essa prática com crianças de 04 a 07 anos de idade em grupos separados, formando duas turmas. Lá, tivemos a oportunidade de trabalhar temas como identidade, regras, cuidados com a saúde, vaidade, mentira e obediência. Além de temas motivacionais como a importância deles, da família e das emoções”, ela conta.

Ainda de acordo com Bárbara, cada coisa apresentada neste evento representa um pouco do que foi feito lá no espaço clínico. “Lembrando que não foi um estágio clínico, mas uma prática educacional em que nós trabalhamos com essas crianças, dando a oportunidade para elas executarem tarefas e para trabalhar a capacidade motora e cognitiva”, finaliza.

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