O Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais – CRF/MG em parceria com a Funorte e Fasi realizou no dia 23 de julho, no auditório do campus São Norberto, o sexto e último módulo do Curso de Capacitação em Prescrição Farmacêutica – Prescrifar.

O Prescrifar é um curso que apresentou ao longo de dois meses, vários módulos voltados aos farmacêuticos de Minas Gerais. Alguns dos temas abordados durante o curso foram: “A comunicação interpessoal e atendimento ao paciente bem como Legislação Farmacêutica”, “A Fisiopatologia, Farmacologia Clínica e Terapêutica I”, “Semiologia e Discussão de Casos Clínicos”, etc.

Além de Montes Claros, o Prescrifar acontece concomitantemente em cidades como Belo Horizonte, Teófilo Otoni, Uberlândia, dentre outras. O objetivo do curso de acordo com o professor e coordenador do evento na cidade, Samuel Góes, é aprimorar os conhecimentos do profissional farmacêutico no atendimento ao paciente, apoiando e incentivando a prescrição de medicamentos. “Ao final do curso, o farmacêutico irá dispor das ferramentas necessárias para a realização da consulta farmacêutica e prescrição de medicamentos isentos de prescrição médica (não tarjados), agregando ao profissional maior conhecimento relacionado ao cuidado clínico dos pacientes e incentivando a busca por especialização específica”, diz Samuel, que completa: “Queremos despertar o interesse do profissional farmacêutico na atividade de consulta e prescrição, que não vem concorrer com a prescrição médica, mas, auxiliá-la, promovendo uma maior atenção ao paciente de acordo com a observação de seu tratamento, interação medicamentosa e tempo de uso dos medicamentos”.

O último módulo do Prescrifar, ministrado pela farmacêutica Marianne Sardenberq Costa discutiu as “Boas práticas na prescrição de medicamentos”. A palestrante mostrou e falou sobre as novas atribuições do profissional da área. “Temos que entender o contexto em que o paciente está inserido para melhor atendê-lo. Antes éramos profissionais dos medicamentos. Agora, somos profissionais do paciente”, afirma.

Ao longo do curso, Marianne explicou e tirou dúvidas sobre a Resolução da Prescrição Farmacêutica (586/2013), que encerra a concepção de prescrição como a ação de recomendar algo ao paciente, discutiu e alertou sobre a RDC n°138/2003, que mostra uma Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE), ou seja, identifica quais são os medicamentos que podem ser prescritos pelos farmacêuticos.

A especialista falou ainda que, o farmacêutico pode prescrever em diferentes estabelecimentos e níveis de atenção a saúde. Para isso, é preciso respeitar o princípio da confidencialidade e a privacidade do paciente no atendimento. “Para cuidar do paciente é fundamental planejar, monitorar, modificar e acompanhar. Cuidar é um processo semelhante para todas as profissões de saúde e envolve processo de decisão clínica e registro de atendimento”, afirma Marianne.

Para Samuel Goes, a parceria da Funorte e Fasi com o CRF/MG foi de grande relevância para a culminância do evento Prescrifar. “Quando se fala em capacitação farmacêutica, a Plataforma Norte da Rede Soebras é tida com excelência em suas atividades, tendo em vista que, dos quatro cursos de Farmácia existentes atualmente na cidade, dois pertencem à rede: o da Fasi (coordenado por Jayme Sobrinho) e o da Funorte (coordenado pela conselheira do CRF/MG, Cleia Prado). A instituição não mede esforços para disponibilizar sua estrutura de forma a oferecer todo o suporte necessário para que a cidade mantenha os cursos desenvolvidos pelas autarquias federais e, que, muitas vezes, deixam de ser oferecidos em cidades que não têm o suporte adequado”, fala o professor que ainda ressalta: “Este não é o primeiro evento apoiado pela Funorte. Em 2015, a instituição realizou o “Excelência Farmacêutica”, curso oferecido em três módulos pelo CRF”.

Segundo a palestrante Marianne Sardenberq, cursos como o Prescrifar são de extrema importância para os profissionais porque possibilitam o fomento das temáticas que circundam a área. “Como a questão da prática clínica é muito recente, as discussões acerca da atividade precisam acontecer para que ocorra a sistematização e operacionalização do sistema, uma vez que a prescrição farmacêutica foi trazida para a vivência clínica para atender uma demanda da sociedade”, diz.

Para a farmacêutica e participante do evento, Eryka Letícia, o curso foi de grande valia para sua prática cotidiana. “Além de ter aprendido e discutido sobre diversas questões do meio farmacêutico, o Prescrifar possibilitou o amadurecimento de ideias e posicionamento sobre o universo da saúde atual”, afirma.

Ao final do curso, profissionais e participantes se confraternizaram através de um coquetel.

 

Samuel Evangelista

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