“O desafio é criar mecanismos éticos para vender seu produto”

A área do Direito é formada por um leque de possibilidades e inovações. Este é um dos motivos pelo qual o curso é tão procurado pelos estudantes.

Graduado em 2013, Philipe Silveira Dias Fiúza, 28 anos, explica que um dos os maiores desafios encontrados na profissão é ter espaço no mercado de trabalho. Segundo ele, “com a crise econômica, o profissional é desafiado a criar mecanismos éticos para vender o seu produto sem denegrir o trabalho ou produto do colega. Especificamente, na Advocacia, em que o Código de Ética do Advogado veda fazer propaganda, acaba que a caminhada do profissional a uma colocação no mercado de trabalho é um pouco exaustiva, mas sem dúvida, ao fim, gratificante”, diz.

Natural de Montes Claros, Fiúza ressalta que escolheu cursar a graduação na Funorte por ter uma grande referência dentro do mesmo curso. “Na época em que escolhi a instituição, o meu pai cursava Direito na 1ª turma da Funorte, assim, tive uma ótima recomendação”, frisou o advogado, que fala ainda da qualidade de ensino da faculdade.

“O ensino é excelente, tanto que a minha família escolheu a Funorte para estudar. Começando pelo meu pai, graduado em Direito na 1º turma, depois eu, também graduado em Direito, após, a minha irmã, e agora o meu irmão, já no 7º período. Todos nós escolhemos o curso de Direito da Funorte por acreditar no seu ensino”, abordou Fiúza.

Além da escolha pelo Direito, o profissional tem que decidir pela área que pretende atuar. Após a graduação, Fiúza optou por se especializar em Direito Penal e Processo Penal e, atualmente, cursa Direito Empresarial. Ele busca maior preparação dentro do mercado de trabalho, já que, segundo ele, o curso traz muitas oportunidades para a vida dos graduados. “Temos a possibilidade de abrir o próprio escritório e trabalhar como advogado, como também, prestar concurso para cargos que oferecem altos salários como Juiz, Promotor, Defensor Público, entre outros”.

Como em qualquer outra graduação, no Direito os acadêmicos encontram várias dificuldades ao longo do tempo de estudo. Felipe Fiúza ressalta sobre seu maior obstáculo durante a faculdade. “Como venho de família humilde não podia comprar os melhores livros e tinha que estudar apenas com os livros da biblioteca”, frisa o advogado.

Por outro lado, ele tem várias boas lembranças do período da faculdade. Uma delas é a sua aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Quando iniciei os estudos na Funorte, algo que me chamou a atenção era o fato de a grande maioria dos seus alunos serem diferenciados no seguinte aspecto, a maioria eram trabalhadores que agarraram a oportunidade de estudar para mudarem de vida. Eles trabalhavam o dia todo e a noite seguiam para faculdade, e isto, tornava as aulas mais produtivas. Este fato chegou inclusive, a refletir a aprovação da OAB, em que, por um certo tempo, a Funorte ficou sendo a faculdade de Montes Claros que mais aprovava alunos na OAB, sendo eu um desses acadêmicos”, afirma o profissional.

Fiúza lembra que estagiou desde o 3º período de faculdade e, após a graduação, atuou como advogado em escritório de advocacia. Ele conta que, juntamente com os irmãos, teve condições de abrir o próprio escritório. “Com o Fiúza Advogados tivemos a oportunidade de atuar nos diversos segmentos do Direito brasileiro como: Direito Penal e Processual Penal (criminal), Direito de Família, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Previdenciário, Direito Imobiliário, entre outros”, citou.

Depois de três anos atuando na área jurídica, Philipe fala quais são seus planos para o futuro profissional. “Na minha vida acadêmica tive um professor Doutor Wilson Medeiros, hoje Juiz Federal. Com ele, aprendi que não existem limites para o estudante, para tornar realidade um sonho basta buscá-lo incessantemente. Meus planos para o futuro é me tornar um Magistrado. Neste ano de 2017 completei o tempo mínimo exigido de prática jurídica para o ingresso na Magistratura, agora é uma questão de tempo, estudo e dedicação para alcançar os objetivos”, frisou o advogado, que conclui citando qual deve ser o perfil de um profissional para que ele possa obter sucesso “O acadêmico de Direito deve ser um “questionador”, digo isso me referindo ao fato de não aceitar verdades prontas, mas procurar entender o que levou tal pessoa, autor ou legislação colocar tal situação ou determinação. Deve ainda ter um senso de justiça aguçado e pronto para lutar por ela (justiça)”.

Greiciely Rodrigues

Enviar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *