Direito é uma das profissões mais tradicionais do mercado de trabalho, por estudar questões jurídicas e estruturar as relações dos indivíduos na sociedade. O papel do advogado é defender os interesses dos cidadãos de acordo com as normas de conduta determinado por um conjunto de instituições.

Fernando Dias Ferreira, 29, natural de Espinosa, é egresso do curso de Direito Funorte e explica o motivo pelo qual escolheu a graduação. “A escolha foi feita no período do ensino médio, por influência de amigos que militam na área”, afirma.

A avaliação da qualidade da instituição é boa, segundo ele, haviam profissionais capacitados e dispostos a ensinar. “O corpo docente era formado por educadores que, de fato, se dedicavam a construir profissionais capacitados e preparados para o mercado de trabalho”, relata o graduado.

Ele explica que conciliar emprego e faculdade foi o único contratempo que enfrentou durante a graduação. “Ter que sair do trabalho às pressas, depois da correria do dia a dia, chegando sempre atrasado nas aulas, às vezes cansado não conseguia absorver os estudos como deveria”, cita Fernando, que fala ainda dos momentos de convivência com colegas e professores. “Vários foram os momentos bons na convivência. Guardo principalmente, o respeito que tive de todos, afinal foram cinco anos convivendo com pessoas com pensamentos diferentes e conflitos são inevitáveis, entretanto, sempre logrei respeito e consideração no meu trato com colegas e professores”, relata.

Fernando advoga, em tempo parcial, nas áreas Civil, Criminal e Trabalho, mas conta que exercer a advocacia em tempo integral está dentro de seus planos para os próximos anos. Segundo ele, é preciso paciência para se manter no mercado de trabalho. “O sucesso na advocacia não acontece do dia para a noite, no começo é de fato desanimador, existem muitos profissionais atuando na área, alguns desanimam e se perdem no caminho”, revela.

Assim como outras profissões, a prática do Direito também apresenta desafios. “Com certeza, no momento, o maior desafio é a prática jurídica, os estágios oferecidos pelas faculdades, muitas vezes, não são suficientes. O aluno passa pelo exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na expectativa de montar seu escritório, toda via, a prática jurídica é muito cruel, cheia de atalhos e artimanhas, e existem coisas que só se aprende no dia a dia, com tempo e experiência”, cita Fernando.

Em relação às demandas de trabalho, ele fala que os problemas mais enfrentados pelos brasileiros por conta da jurisdição são devido a lentidão dos processos. “Posso afirmar categoricamente, de forma positiva, que o maior problema encontra-se na morosidade da justiça, processos se arrastam durante anos, e acabam frustrando e deixando o litigante descrente”, cita.

Fernando revela ainda que alguns cidadãos deixem de buscar vários direitos, justamente pela demora da aplicação de uma sentença final. Porém, segundo o advogado, é possível que as pessoas entendam sobre as leis de forma simples. “Nos dias de hoje, o acesso às leis de forma resumida é de fácil acesso na internet e em aplicativos”, relata.

E essa facilidade também está ao alcance dos próprios defensores. Ao citar que as idas e vindas às Secretarias dos Fóruns, que fazem parte da rotina, são um tanto desgastantes, Fernando aborda que a tecnologia amenizou esta questão. “O implante do Processo Judicial Eletrônico (PJE) facilita a rotina do advogado, que não necessita ir às Secretarias dos Fóruns para consultar seus processos”, diz.

Fernando se graduou na Funorte no ano de 2013 e fala que gostar e ter o hábito da leitura faz parte do perfil de um advogado. Atualmente cursa Pós-graduação em Direito Penal e atuar nesta área são seus planos para o futuro.

 

Greiciely Rodrigues

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