Estudantes do 5º ano do Colégio Ímpar participaram, no dia 21 de setembro, de visita técnica ao Museu Regional do Norte de Minas (MRNM), atividade orientada pela docente da disciplina de Artes Visuais, Danielle Santos Mendes e da professora da turma, Kátia Idalina Correia.

Segundo Danielle, a visita surgiu de um projeto que ela tinha de levar os alunos para conhecerem os grafites do Corredor Cultural. Porém, como a temática do terceiro trimestre dos alunos eram as artes de Museus, ela e a professora Kátia decidiram fazer a visita ao MRNM.

Danielle ressalta, também, sobre a melhor absorção do conteúdo estudado que a visita proporciona.   “A imagem impressa da obra de arte ou a fotografia do local não transmitem por inteiro a realidade da obra e do lugar. Por exemplo, não se tem por completo a dimensão da obra ou do espaço, a aura e valor do objeto, os detalhes da textura e superfície, nem a apresentação das cores reais precisas, entre outras coisas. Por fim, as imagens reproduzidas em livros possuem uma representação simbólica que não conseguem substituir a presença real do objeto. É nesse momento que, o contato presencial com a obra de arte e o local estudado, ganham um novo significado prático que é melhor interiorizado e absorvido pelo o aluno. O conceito ganha forma e é uma experiência transformadora. O objeto de estudo ganha mais valor”, frisou a docente.

Além do melhor aprendizado, a visita ao local possibilita a aproximação dos alunos à cultura regional e a valorização da arte. Segundo Danielle, “a formação cultural dos estudantes não deve se restringir à região, mas como a cultura regional é de mais fácil acesso,  ela é, independentemente da escola, o ponto inicial da nossa convivência e formação. Desse ponto inicial, é função do ensino de artes o aprimoramento da formação cultural dos estudantes, contextualizando as experiências e obras de arte regionais com o contexto histórico, artístico e cultural global (e vice-versa)”, destacou.

Ela finaliza ao destacar que “a arte é uma excelente maneira de aprender mais sobre a história do ser humano no mundo, além de ter um caráter terapêutico e de lazer que traz leveza aos estudos técnicos e históricos. É muito importante que os estudantes consigam se localizar na teia histórico-geográfica do mundo em que vivem, vendo uma cadeia de influências que vem de locais e tempos distantes até onde eles estão (e vice-versa). Por exemplo, o painel de grafite que eles vêem em frente ao Museu, também os transportam para o contexto da Filadélfia em 1960 com os primeiros grafites ou para o paleolítico com as pinturas nas paredes das cavernas. Eles vem o resultado de todo esse processo histórico e artístico na prática e a experiência com a obra de arte ganha mais valor”, concluiu Danielle.

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