Modificar ou transformar algo na aparência, um detalhe que seja, é desejo de muitas pessoas. Quem opta por fazer procedimentos estéticos em meio à ansiedade de buscar a “beleza padrão” imposta pela sociedade, deve ter bastante cautela antes de se entregar aos cuidados de um especialista. Conhecer os riscos de cada técnica e, principalmente, escolher um profissional capacitado são medidas essenciais para evitar complicações.

Médica dermatologista e professora da Funorte, Manoelly Lima Souto, explica sobre a diferença entre cirurgia plástica e procedimentos estéticos. “As cirurgias plásticas são métodos mais invasivos e é necessário realizar uma consulta prévia, exames laboratoriais, fazer o risco cirúrgico com a anestesista e em casos reservados ser encaminhado para o cardiologista, se necessário. Como as cirurgias plásticas são métodos mais infringentes, esses cuidados profissionais são imprescindíveis. Diferente disso, os procedimentos estéticos do dermatologista restringe-se a pele, a tecidos mais superficiais e em geral, não é necessário um risco cirúrgico”, afirma.

Este é um alerta válido porque nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos aumentou 390%. Entre os cirúrgicos, as operações com fins reconstrutores subiram 23%, enquanto as cirurgias com fins estéticos, apenas 8%. Os dados são do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Casos como os que tiveram repercussão nacional recentemente (Dr. Bumbum e Paty Bumbum) são exemplos que estão diretamente ligados a falta de informação e cuidados, além da necessidade rápida de resultado que muitas pessoas procuram. A médica Manoelly Lima dá algumas dicas para que situações como esta não aconteçam. “É preciso duvidar de preços inferiores ao que é oferecido no mercado de trabalho. Não realize procedimento estético com profissional que não é dermatologista ou cirurgião plástico. Além disso, é importante certificar no site da Sociedade Brasileira de Dermatologista ou da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se o profissional é realmente especialista na área, uma vez que, até mesmo médicos que não são específicos deste campo, se declaram como capacitados para exercer tal atividade”, conjectura.

Manoelly Lima aponta outra questão relevante que diz respeito ao paciente. “Quando realizar qualquer um desses métodos não omita nenhuma informação, principalmente se tiver apresentado alguma alergia ou problemas prévios quanto ao uso de medicações”, fala a médica, que ainda destaca: “deve-se relatar o uso de medicações, alergia ou qualquer doença, pois, algumas medicações podem causar sangramento, por exemplo. Quanto à alergia, é interessante informar porque alguns pacientes são alérgicos a preenchedores, assim o produto não deve ser utilizado novamente. Em caso de qualquer reação contrária, procure seu médico assistente o mais rápido possível para que sejam realizadas as intercorrências”.

A estetocosmetóloga, Larissa Faria, da Funorte, egressa do curso de Estética e Cosmética aponta ainda outras precauções para aqueles que buscam mudanças no campo da beleza. “Priorize um profissional capacitado para a realização de um protocolo seguro, além disso, o paciente deve analisar o local de atendimento, se está apto e de acordo com a vigilância sanitária, buscar conhecimentos sobre os produtos que são utilizados e se são autorizados pela ANVISA”, ensina a especialista que ainda alerta: “Os pacientes que não procuram um profissional adequado para tais procedimentos enfrentam complicações que geram desgaste psicológico e danos na saúde que podem chegar ao óbito”, conclui.

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