Egresso do curso de Biomedicina, Maximino Alencar Bezerra foi aprovado em doutorado na Universidade Federal Fluminense – UFF no Rio de Janeiro, o projeto intitulado: “Efeito citotóxico do álcool perílico sobre células-tronco de glioblastoma humano”. Mas para ele, o propósito desta pesquisa vai além, pois, este tipo de trabalho vem ganhando cada vez mais destaque. “Hoje, sabe-se que cânceres muito agressivos apresentam uma população de células-tronco que estão envolvidas no surgimento do tumor, manutenção do crescimento e resistência a terapias. Assim, se tornaram foco de estudos nos últimos anos e alvo de tratamentos quimioterápicos, a fim de eliminar tumores de forma definitiva evitando recorrência e recidiva tumoral. Minha tese de doutorado se preocupou em estudar estas células em um tumor cerebral maligno que possui um dos piores prognósticos da literatura médica, sendo a sobrevida média após o diagnóstico em torno de um ano”, afirmou.

Ele ainda explica que o doutorado é de extrema importância para sua formação e capacitação profissional. “Trouxe uma nova visão da ciência e da pesquisa científica tanto a nível nacional quanto global. Diferente do mestrado, no doutorado você passa a ter mais independência e liberdade em chefiar e orientar pesquisas, fazer parcerias e solicitar financiamento aos órgãos nacionais e estaduais de fomento. De fato, você se torna um pesquisador”, ponderou. Além disso, o egresso destaca a relevância de se investir em neurociência. “Existe urgência da criação de uma política de estado para investimento público na pesquisa científica, e principalmente nesta área. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que as doenças do sistema nervoso estarão entre aquelas que produzirão os maiores problemas de saúde pública a partir de 2020”, fala.

Apesar do doutorado e a patente do fármaco pertencer a UFF, o estudo foi realizado em parceria com institutos de pesquisa, a saber: Instituto Nacional do Câncer – INCA e Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade e Tecnologia – INMETRO. Entretanto, o mesmo argumenta que a Funorte foi de extrema importância para sua aprovação. “Representa a minha realização profissional. Foi nesta faculdade que cursei Biomedicina, curso que não existia em nenhuma outra universidade na região. Através dela que participei de diversos congressos, simpósios e fóruns acadêmicos, que aumentaram o meu interesse pela carreira científica e onde pude realizar um dos maiores eventos científico do Norte de Minas – O Fórum Bionorte e junto com ele, lançar a Revista Bionorte, revista que faz parte do catálogo da universidade até hoje”, concluiu.

Gabriel Mota

Enviar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *