A Biomedicina é a área das Ciências Biológicas voltada para a pesquisa na área de saúde, assim, grande parte dos profissionais atuam em laboratórios de análises clínicas e diagnóstico por imagem, além de clínicas, hospitais, entre outros.
Ruth Fernandes Rocha, 25 anos, é egressa do curso de Biomedicina Funorte e pós-doutorada no nível de Mestrado Profissional em Biotecnologia. Ela explica como é o mercado de trabalho para o profissional da área. “Em relação a Análises Clínicas, pelo menos em Montes Claros, vejo um mercado bastante saturado e de difícil contratação como Biomédico. Mas a Biomedicina engloba mais de 33 áreas de atuação, abrindo o leque para outras oportunidades”.
Natural de Montes Claros, ela concluiu a graduação em 2013 e hoje cursa Doutorado em Bioquímica na Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC. Segundo ela, os maiores desafios da profissão é buscar conhecimento. “No momento, como estudante de pós-graduação, meu maior desafio é continuar buscando o conhecimento a cada dia, me desafiando a isso. Artigos são publicados todos os meses e é imprescindível a leitura deles, seja sobre algo correlacionado com a minha pesquisa ou não. Tudo isso contribui para o meu trabalho e para a docência que eu almejo. Isso foi algo que eu aprendi ainda na graduação com o professor Aníbal Ribeiro”, destacou a egressa.
Ruth cita, ainda, o motivo da escolha por esta graduação e por estudar na Funorte. “No 3° ano do Ensino Médio, houve uma parceria da Escola Estadual Plínio Ribeiro, onde estudava, com a Funorte para realização do vestibular tradicional com distribuição de bolsas. Prestei o vestibular e fui aprovada com bolsa de 25%. Já haviam me falado que o curso e os professores da Biomedicina eram muito bons, com boa estrutura de laboratórios e carga teórica, então decidir cursar e ingressar na Faculdade. Sempre amei a área da Saúde, o cuidado com as pessoas, quando pequena falava que ia ser médica, mas acabei me apaixonando pela Biomedicina e como ela poderia ajudar na fase inicial, através da realização dos exames, a diagnosticar o paciente”, frisou.
Segundo a biomédica, o quadro de docentes da Funorte e os laboratórios da instituição fizeram toda a diferença para sua preparação para o mercado de trabalho. “Sempre tivemos professores mais do que capacitados e acho que o diferencial foi que a maioria deles eram Biomédicos, então nos ensinavam aquilo que já vivenciavam todos os dias realmente dentro de um laboratório, falávamos a mesma linguagem. E considero o laboratório para estágio do campus Amazonas, bastante estruturado para o aprendizado prático”, destacou a egressa.
Dentre as áreas de atuação do biomédico, Ruth decidiu por atuar na pesquisa e docência. “Atualmente, trabalho com Modificações Pós-tradicionais em Proteínas Tirosinas Fosfases com o professor Dr. Hernán F. Terenzi do Laboratório Central de Biologia Molecular Estrutural – CEBIME da UFSC”. Ela frisa que, o biomédico deve buscar uma preparação profissional ainda na graduação e fala de como dever ser o perfil do acadêmico. “Um bom biomédico deve ser um aluno que se dedica aos estudos, às pesquisas voltadas ao seu redor, às novas práticas laboratoriais, novos exames e principalmente, estar atento aos detalhes e realizar o seu trabalho com cuidado e dedicação”.
Após a formação, o biomédico deve ter responsabilidades diante do cargo que assumir. “O profissional Biomédico deve estar apto para assumir um laboratório e isso inclui os problemas que virão com ele, desde a recepção até a liberação de um exame que pode ocorrer erroneamente, e isto, deve ser solucionado por meio da dedicação aos estudos desde a graduação e o conhecimento adquirido ao longo do tempo. A atenção aos pequenos detalhes e claro, a maturidade, os anos de trabalho, a carga adquirida, são fundamentais para resolução de problemas”, destacou Ruth.
Ela finaliza abordando quais são seus planos para o futuro. “Tenho vontade de estudar no exterior, tentar uma bolsa para realização de um doutorado sanduíche e durante os quatro anos do doutorado pretendo realmente ir mais além ao conhecimento por meio das pesquisas e me dedicar para concursos e docência”, concluiu.

Greiciely Rodrigues

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