Egressa do curso de Psicologia da Funorte, Talissa Naira Castanha está prestes a concluir mestrado em Desenvolvimento Social na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), cujo tema é: ”Novas configurações na organização do trabalho, vínculos empregatícios e subjetividade dos trabalhadores de Call Centers”. Segundo Talissa, o estudo tem como objetivo compreender o perfil sócio ocupacional dos operadores desta área em Montes Claros e como são construídas as relações de trabalho, além de identificar qual o perfil das empresas atuantes neste setor.

Para ela investir na pesquisa é essencial para quem almeja seguir com os estudos. ”Os novos conhecimentos e perspectivas de atuação passam por esta busca. Por isso, tornam-se um fator relevante na atuação profissional, pois sustenta o planejamento de intervenções, bem como a compreensão da realidade”, diz.

Talissa destaca que a graduação foi de suma importância para este processo. ”Os cinco anos de estudos contribuíram na aquisição de conhecimento técnico e senso crítico. Foi uma ponte entre o processo de ser psicóloga atuante no sistema de garantia de direitos e ser pesquisadora, para que os conhecimentos advindos da pesquisa ampliem as perspectivas de intervenção, pois a qualificação é extremamente relevante para a conquista de uma progressão profissional. Meu ideal de atuação sempre foi a carreira acadêmica e de pesquisa científica, o mestrado tem sido essencial na conquista de novas oportunidades”, afirma.

Entretanto, chegar a esta etapa exigiu bastante empenho da mestranda. Ela conta que um dos fatores mais dificultadores do processo é o pouco investimento que é fornecido à pesquisa. ”Nossa região de modo geral ainda é muito carente em relação a estes investimentos, o que dificulta ate mesmo as questões operacionais da realização”, explica. Porém mesmo com alguns empecilhos, Talissa afirma que a Funorte sempre a ajudou e a motivou a buscar este objetivo. ”A Funorte é minha casa. O lugar que me acolheu e me deu todo o suporte e amadurecimento profissional necessário à minha atuação enquanto psicóloga e pesquisadora”, conclui. A defesa da sua tese está marcada para o dia 27 de março.

Gabriel Mota

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