O curso de Direito, que está entre os dez cursos mais procurados no Sisu, é uma das graduações mais antigas do Brasil. Segundo dados do MEC (Ministério da Educação), de 2004 a 2016 (última atualização), a procura pelo curso aumentou 49% e a oferta de vagas aumentou em 61% no mesmo período. Por ser uma área já bem conhecida, o curso de Direito está se reestruturando, o que implica nas mudanças que o Conselho Nacional de Educação (CNE) está propondo a modernização do currículo dessa graduação.

A mudança sugere uma adaptação do que se ensina ao que se vê no cotidiano dos escritórios de advocacia nas diversas realidades regionais – essas serão as mudanças mais significativas em 14 anos. O advogado e professor da Funorte, Warlem Freire, avalia a modificação como interessantíssima. “Muitos alunos saem da faculdade sem nenhuma bagagem ou experiência para exercer suas atividades na prática. Tudo depende da forma como isso vai ser organizado, qual a logística que a instituição pode oferecer ao aluno para melhorar o currículo, mas sem dúvida nenhuma é uma mudança que pode fazer todo o diferencial no processo de formação acadêmica do aluno.”, diz Warlem.

No Brasil, existem quase 1,2 mil cursos de Direito, todos com o currículo bem parecido, o que não garante o bom preparo dos formandos para os novos desafios da profissão. Dados da OAB relevaram que apenas 20% dos inscritos são aprovados no exame da Ordem, que nomeia os estudantes como aptos a advogar. “Quanto mais preparado o aluno sai da faculdade, mais facilidade ele terá de ingressar no mercado da advocacia. A advocacia exige dos estudantes mais que conhecimento jurídico, mas também uma formação como ser humano. Então as mudanças, dependendo da metodologia usada, a instituição estará preparando muito mais o aluno para o mercado da advocacia”, explica o professor Warlem Freire.

Quanto ao mercado de trabalho, o professor conta que as maiores oportunidades estão nos concursos públicos. “Os estudantes de Direito, em sua maioria, criam expectativa de cargos públicos, isso praticamente representam 90% dos alunos”, ressalta o professor. Autoconfiança, capacidade de convencimento, senso crítico e ética são características imprescindíveis para o exercício da profissão, que devem ser exercidos com base nos estudos.

 

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