Na última sexta (21), Ted Evangelista, professor da disciplina de Psicanálise e coordenador da Clínica de Psicologia localizada no Campus Amazonas, apresentou um artigo com nome de Registro no corpo; marcas do gozo, em uma Jornada do ATO – Escola de Psicanálise. Este evento reúne anualmente psicanalistas de Belo Horizonte e todo o interior de Minas Gerais, além de profissionais do Rio de Janeiro e São Paulo.

“A Psicanálise foi criada por Sigmund Freud e tornou-se uma das abordagens teórico-científicas utilizadas na Psicologia para o atendimento clínico”, comenta Ted, explicando sobre a área que atua: “Através deste artigo abordo as várias formas que o sujeito utiliza para registrar no corpo o seu sofrimento, a angústia e a satisfação”.

O professor além de apresentar seu trabalho, sempre organiza excursões para este tipo de evento. Maria Clara Versiane, acadêmica do décimo período de psicologia compareceu à jornada. “A Jornada da ATO é de fundamental importância, enquanto acadêmica, já que pretendo seguir a abordagem psicanalítica. Além da proximidade com profissionais conceituados, essa transmissão provoca o desejo de saber e de produzir”, afirma a estudante.

Esta construção de conhecimento não se restringe a alunos. A egressa Lêda Antunes, que atualmente faz residência em Saúde Mental, fala sobre a importância de um conhecimento além do teórico. “A formação em Psicanálise demanda mais do que dedicação, se ancora no desejo de sustentar um trabalho que envolve clínica, estudo e supervisão. Tendo em vista a complexidade da transmissão do saber psicanalítico é preciso lançar mão de mecanismos que não só nos aproximem da teoria, mas, também, nos coloque a trabalho”.

Ela completa com sua visão sobre a apresentação de Ted Evangelista e de sua abordagem. “O professor Ted Evangelista falou sobre os registros no corpo, uma repetição carregada de gozo, que impede o sujeito de se ver com o que lhe é mais elementar e próprio, ou seja, algo da esfera do desejo. Penso que tal discussão é extremamente importante no entendimento e na compreensão deste fenômeno, já que nos alerta para a necessidade de operar através do nosso desejo enquanto analistas e não recuar diante dos desafios da clínica contemporânea”.

Hellen Patriny

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