O Brasil é um dos países que mais produz toneladas de lixo eletrônico a cada ano. De acordo com pesquisas realizadas (em 2015) pela GSMA (Associação de Empresas da Indústria Móvel), nos Estados Unidos, só o Brasil foi responsável por 36% do lixo eletrônico de toda América Latina naquele ano. O problema, entretanto, não se limita ao excesso de descarte, esse tipo de lixo ainda não tem destino específico no país.

A grande preocupação é com a falta de destino apropriado, que muitas vezes são incinerados, depositados em aterros sanitários ou até mesmo em lixões. Devido a isto, a professora de Informática Josimare Mota sugeriu para os acadêmicos do segundo período do curso de Engenharia Civil, uma oficina de reciclagem, transformando sucata de computadores em arte e soluções inteligentes para estes materiais. ”Alguns órgãos e instituições têm discutido cada vez mais formas padronizadas para se desfazer dos detritos tecnológicos”, diz.

Ainda segundo a docente, o objetivo do projeto é conscientizar acadêmicos, funcionários e professores da Funorte sobre o destino correto deste tipo de material, que pode ser altamente tóxico e nocivo ao meio ambiente e aos seres humanos. ”Foram espalhados pela faculdade vários folder’s e cartazes com frases de impacto e orientações sobre como descartar e ideias de reaproveitamento como, por exemplo, mini ar condicionado, um pequeno robô movido com controle remoto, conversor de rádio para celular ou de celular para rádio, e diversas utilidades para casas e empresas, a maioria do material utilizado foi cedido pelos técnicos dos laboratórios de Informática daqui”, afirma.

Para a acadêmica Renata Janaína Leite de Souza esta atividade é de extrema importância tendo em vista a quantidade descartada nos dias atuais. “O trabalho sobre lixo eletrônico serviu para me sensibilizar e a conscientizar pessoas que estão ao meu redor de que jogamos fora muitas coisas que ainda podem ser reaproveitadas, recicladas e novamente utilizadas”, conclui.

Gabriel Mota

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