Acadêmicos do 6º e do 8º período do curso de Fisioterapia Funorte e membros da Liga de Fisioterapia Neurofuncional – LAFIN realizaram, no dia 21 de março, ação de conscientização sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down, durante a Feira de Agricultura Familiar do Bairro São José (Feirinha do São José), em Montes Claros.

No episódio, os estudantes, supervisionados pelas preceptoras de estágio e docentes Débora Janine Veloso e Alice Abreu, orientaram a população sobre fatores que levam à geração da criança com a síndrome e falaram sobre o trabalho de acompanhamento e desenvolvimento realizado na Clínica Escola de Fisioterapia.

Débora, que supervisiona o estágio de Neuropediatria e Pediatria, frisou sobre o objetivo da ação e importância de falar sobre o tema. “O evento tem o objetivo de conscientizar sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março) e o intuito é expor para a população, que estas pessoas devem ser incluídas na sociedade, já que ainda existem preconceitos e que estes preconceitos devem ser cessados. Então, estamos orientando a comunidade e esclarecendo sobre os atendimentos iniciais e importância da inclusão”, explicou a preceptora.

Trabalho realizado na Clínica Escola de Fisioterapia

A Funorte, por meio da Clínica Escola de Fisioterapia acompanha e trabalha com desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, paralisia infantil, entre outras síndromes. No local, os estudantes do estágio de Neuropediatria e Pediatria, orientados por preceptores, realizam sessões de Fisioterapia com o objetivo de desenvolver a funcionalidade motora e promover qualidade de vida para a criança.

Alice Abreu é preceptora do estágio de Neuropediatria e Pediatria e participou da ação na Feirinha do São José. Ela destaca que, durante o estágio, os acadêmicos realizam abordagens em pacientes pediátricos menores de 10 anos e neuropediátricos. “Atingimos com maior foco crianças com Síndrome de Down e, por isso, estamos aqui hoje, para conscientizar a população sobre a importância da inclusão. No estágio, são trabalhados a funcionalidade, a volta da criança para a marcha para que ela possa caminhar, além do desenvolvimento neuropsicomotor desde o dia que o bebê nasce, pois uma criança com Síndrome de Down ou paralisia cerebral, a partir de 2 ou 3 dias de nascimento, já pode ser inserido numa rotina de acompanhamentos, que na Funorte acontece de forma gratuita”, cita a docente.

Papel do fisioterapeuta no acompanhamento à criança com a síndrome

Alice destaca, ainda, o papel do profissional no desenvolvimento da criança. “Com acompanhamento do fisioterapeuta, a criança consegue voltar à funcionalidade, ter maior qualidade de vida e inserção cada vez maior no processo escolar e na sociedade”, cita.

Docente e preceptora, Débora também ressalta sobre a contribuição do profissional fisioterapeuta no processo de desenvolvimento motor da criança. “A Fisioterapia colabora de forma fundamental, pois na fase inicial de desenvolvimento, o tônus da criança é diminuído, então ela terá o pescoço e o corpo flácido e o papel do fisioterapeuta é trabalhar no desenvolvimento e fortalecimento do tônus, fazendo com que a criança consiga sentar, rolar, andar, pular e correr. Com este trabalho, conseguimos aproximar o desenvolvimento de uma criança com a síndrome para uma que não possui o gene, de uma diferença funcional de 3 anos para 2 a 4 meses e, se ela tem acompanhamento desde o nascimento, essa diferença fica imperceptível”, explica a preceptora.

LAFIN

A Liga Acadêmica de Fisioterapia Neurofuncional da Funorte – LAFIN tem como objetivo complementar a formação acadêmica por meio de atividades, pesquisa e extensão, além de realizar atividades extraclasses e desenvolver ações voltadas para a promoção da saúde e educação.

Hugo Leonardo de Magalhães é acadêmico do 9º período Integral do curso de Fisioterapia Funorte, além de fundador e presidente da LAFIN da instituição. Ele também participou da ação sobre a síndrome de Down e ressalta sobre a importância de orientar a população e combater preconceitos. “É importante orientar a comunidade, pois levar conhecimento sobre a síndrome e incentivar o respeito com essas pessoas é fundamental para quebrar tabus e preconceitos que a sociedade prega”. E completa: “Nosso foco é conscientizar, falar sobre fatores que interferem no diagnóstico da criança com síndrome, dentre eles a idade da mulher na gestação, em que estando avançada, a mulher tem uma chance maior de gerar uma criança com síndrome”, explica o estudante.

Hugo ressaltou, ainda, sobre o trabalho realizado pela LAFIN em parceria com a Funorte com pacientes com a síndrome de Down. “A pessoa com síndrome de Down tem algumas dificuldades no desenvolvimento da funcionalidade motora, em que o acompanhamento do fisioterapeuta é fundamental para melhorar esta funcionalidade. Então, por meio de estudos da Liga e práticas dos estágios, conseguimos trabalhar de forma intensiva o fortalecimento muscular e o trabalho dinâmico do paciente de forma global, tanto cognitivo quanto físico, sempre pensando no benefício motor desse paciente junto com a integração da família e sociedade”, finaliza o estudante.

Interessados em obter mais informações sobre agendamentos da Clínica Escola de Fisioterapia poderão entrar em contato pelo telefone (38) 2101-9685 ou procurar a clínica pelo endereço Avenida Plínio Ribeiro, 539, Jardim Brasil – Montes Claros/MG.

Greiciely Rodrigues

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