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Em 20 de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra; a data foi escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

A docente do curso de Direito Funorte, Alessandra Almeida, relata que: “o Quilombo dos Palmares, era um refúgio para escravos que fugiam de seus donos no período colonial e que ficava localizado na Serra da Barriga, na então Capitania de Pernambuco. A região hoje em dia pertence ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas, conforme relatos da história o quilombo já chegou a ter mais de trinta mil moradores”, enfatiza.

Comemorar esta data é importante, pois serve como um lembrete de conscientização e de reflexão a respeito da relevância da cultura e do povo africano na formação de nossa própria cultura. A docente salienta que: “os africanos trazidos nos navios negreiros durante o período colonial influenciaram diretamente nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país”, afirma.

A data está codificada pela Lei 10.639/03, que inclui o dia 20 de novembro no calendário escolar, desta forma tornou-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira.

Para o advogado e docente da instituição, Warlen Freire: “mesmo com o progresso do combate ao preconceito, nos deparamos com situações constrangedoras, diariamente, em escolas, serviços públicos, em todas as casas. Onde há seres humanos, há racismo. E o pior deles, o racismo velado. Ele é visivelmente existente nas funções atribuídas aos servidores, aos empregados da iniciativa privada, nos filmes, no teatro, na música, na fila do banco, na padaria. O Brasil não consegue enxergar uma atriz branca, por exemplo, fazendo papel de empregada doméstica em uma novela. Nas propagandas publicitárias a vinculação da imagem do negro tem sempre uma mensagem subliminar”, destaca.

No Brasil, existem leis que combatem o racismo e a injúria racial, Warlen explica a eficácia destas normas. “A injúria racial é prevista em lei com pena de 01 a 03 anos. O racismo também é previsto em lei”,  finaliza.

Cassiano Veloso

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