O curso de Psicologia das Faculdades Integradas do Norte de Minas- Funorte realizou, no dia 17 de maio, mesa de debate com o tema “Suicídio: Desafio para a saúde pública e perspectivas para a clínica”. Organizado pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais em parceria com a instituição, o evento contou com a presença dos convidados: Ted Nobre Evangelista, psicólogo, psicanalista e docente da Funorte; e Pedro Paulo, psiquiatra pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e professor da Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes.

Segundo a coordenadora do curso de Psicologia Funorte, Leila Silveira, o objetivo da abordagem é criar um momento de reflexão para estudantes e docentes sobre a importância da intervenção psicológica em pessoas com depressão. “A proposta é chamar a atenção para a existência da depressão, que não é frescura, mania ou preguiça, como muitos consideram e, sim, uma doença séria e que pode levar ao suicídio, pois um dos maiores motivos do autoextermínio está relacionado com a questão da saúde mental”, ressaltou a docente.

Segundo Evangelista, que ministrou palestra sobre aspectos emocionais e psicológicos que podem influenciar na tentativa de suicídio, através da discussão deste tema, os acadêmicos têm a oportunidade de estudar conceitos que tentam explicar comportamentos autodestrutivos. “O acadêmico, através destes questionamentos, terá maior conhecimento sobre as possíveis intervenções para antecipar e impedir um ato ou comportamento de autoextermínio e, também, dividir com os colegas, experiências e questionamentos sobre esse tipo de comportamento que cresce cada vez mais em uma sociedade moderna marcada pela rapidez e superficialidade dos contatos e amizades, que podem gerar nas pessoas a falta de sentido para a sua própria existência”, destacou.

Já em outra abordagem, o psiquiatra Pedro Paulo Narciso classificou a identificação do suicídio. “Alguns indícios antecipam o suicídio, como: a presença de ansiedade e inquietação, desespero, entre outros. Classificamos o pensamento suicida em níveis, primeiro a ideia de morte, em que a pessoa diz que sua vida não tem sentido; e o caso mais grave, que seria a ideação do suicídio, em que o suicida descreve a forma de autodestruição”.

Ele ressaltou, ainda, maneiras de prevenção, que seriam “gravidez, na maioria dos casos em mulheres, já que os filhos se tornam o sentido da sua vida; religiosidade, fator de proteção alimentado pela fé e esperança; e casamento, na maior parte pelos homens”, citou o palestrante.

Para a acadêmica do 10º período do curso, Anyele Mendes Barbosa, o acompanhamento psicológico é de suma importância em casos em que o sujeito está fragilizado emocionalmente. “O suicídio está entre a décima maior causa de morte, sendo entre os 14 aos 29 anos. Para o sujeito, o suicídio vem como uma forma de acabar com seu sofrimento. Precisamos nos atentar para as relações cotidianas, em que são vistos os primeiros sinais de ideação suicida. O tratamento psicológico irá acolher o sujeito, buscando com ele, formas de reconhecer e lidar com seu sofrimento”, finalizou a aluna.

Greiciely Rodrigues

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