O curso de Psicologia das Faculdades Integradas do Norte de Minas – Funorte realizou, nesta quarta-feira (20), mesa de debate sobre o tema suicídio, destaque do Setembro Amarelo, que promove campanhas para prevenção do autoextermínio.

Organizado pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais em parceria com a instituição, o evento contou com a presença dos convidados: Ted Nobre Evangelista, psicólogo, psicanalista e docente da Funorte e Pedro Paulo Narciso, psiquiatra pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e professor da Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes.

Para a coordenadora do curso, Leila Silveira, o objetivo do evento foi contemplar as atividades do mês internacional de prevenção ao suicídio. “Nosso objetivo é socializar, debater e divulgar uma série de fatores de risco e traços de personalidade, em função da quantidade do número de suicídios ocorridos no mundo, com a proposta de estimular as pessoas a falarem, pois sabemos que a maioria dos casos podem ser evitados se o sujeito pedir ajuda”, frisou a docente.

Durante debate, o psiquiatra Pedro Paulo destacou sobre as formas de tratar o tema. “É algo que deve ser falado, mas de uma forma em que não seja incentivado. Então, uma das orientações é não romantizar o debate. A campanha tem o intuito de informar e prevenir, assim, quanto mais informação orientada tiver, o sofrimento pode ser evitado”, ponderou o profissional.

Ted ressaltou sobre a importância de debater sobre o tema e quebrar um tabu, em que não tinha espaço para falar sobre suicídio. “É preciso falar sobre o suicídio, sobre os sinais e sintomas que indicam a possibilidade de uma tentativa de auto extermínio. Nós temos que falar do sujeito nas suas implicações individuais, mas também nas coletivas que dizem respeito ao social e, consequentemente, este indivíduo terá momentos de decepção e frustração e não saber lidar com eles, pode agravar determinados quadros de adoecimento. Então, falar do suicídio e destas possibilidades de enfrentar momentos de fuga da realidade é uma forma de antecipar o autoexterminio e oferecer uma maneira para o sujeito enfrentar suas frustrações”, destacou.

Gabriel Alencar Mota, acadêmico do 6º período de Medicina Unimontes, participou do debate e defendeu a ideia de abordar sobre o tema na academia. “Eu acredito que este tipo de assunto, no caso o suicídio, deve ser muito bem discutido entre os acadêmicos, não só  por questão de conteúdo, mas para que eles aprendam realmente sobre o tema e que sejam preparados para agir como profissionais diante destas situações”, concluiu o estudante.

Greiciely Rodrigues

 

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