Acadêmicos do 10° período de Psicologia Fasi realizaram nesta sexta-feira, 04, o I Simpósio de Psicologia: olhares psicológicos para as redes sociais. O objetivo principal do evento, que surgiu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso de alguns acadêmicos foi discutir as consequências do uso da tecnologia e das redes sociais na vida das pessoas e confrontar informações expostas e veiculadas na web.

A professora e psicóloga Ângela Santiago Pinheiro iniciou a mesa de discussão conceituando o que são redes sociais. “São conexões de pessoas e/ou organizações viabilizadas pela internet. Estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e uma freqüência que só faz crescer”, afirma.

A especialista pontuou que algumas das vantagens do uso das redes sociais é o acesso fácil e rápido, além da troca de idéias e experiências. Já as desvantagens diz respeito a exposição excessiva, falta de privacidade e verdades absolutas.

O uso desmedido da internet e das mídias sociais, segundo Ângela, podem causa alguns danos como ansiedade, bipolaridade, depressão, estresse, autismo, hiperatividade e pânico.

A psicóloga encerrou sua palestra afirmando que, ao utilizar as redes sociais, os indivíduos precisam adquirir algumas habilidades. “Precisam ter capacidade de demonstrar sentimentos, manifestar opiniões, expressar, fazer e receber críticas e elogios, pedir e agradecer, aceitar ou recusar pedidos, desculpar-se, iniciar, manter e terminar uma conversa, interagir com autoridades, tomar decisões e fazer amigos, além de não expor pacientes e casos clínicos”, explica.

O docente e psicólogo Leonardo Augusto Finelli iniciou sua discussão afirmando que nos dias atuais pensamos em rede como um local feito por muitos e para muitos. “As redes sociais fazem parte das mídias sociais, que é a produção de conteúdos de forma não centralizada, onde não há o controle editorial de grandes grupos”, diz o especialista que completa afirmando: “um dos pontos negativos da internet é que muitas pessoas reproduzem as notícias de forma acrítica, ou seja, sem intervenção ou pensamentos de suas conseqüências”.

A terceira palestra do simpósio foi realizada pelo psicólogo Renan Carletti, que discutiu a temática através de um olhar fenomenológico. O professor fez várias abordagens sobre o uso das redes sociais e destacou que alguns comportamentos contemporâneos são iguais aos do passado, o que muda são os objetos e ferramentas utilizadas. “O ser humano não pode ser separado daquilo que ele produz enquanto técnico, por isso, precisa refletir dentro de uma perspectiva histórica”, explica.

A quarta e última discussão do evento foi feita pelo especialista Junio Rezende. Ele afirmou que umas das perdas com o uso das redes sociais e que é primordial para a coesão social é a presença física. “As redes sociais em muitos momentos mantêm as pessoas prisioneiras de seus recursos. Nós usamos as redes, mas, somos usados por elas. Elas têm um viés embutido cabe a nós escolhermos a melhor maneira de utilizá-las”, pontua.

Para Sandro Nogueira, acadêmico do 10° período de Psicologia Fasi e um dos organizadores do evento, o simpósio é de suma importância para a formação e conhecimento dos alunos. “Precisamos entender melhor sobre os benefícios e quais danos o uso das redes sociais causam no meio. As discussões tratadas aqui tentaram desmitificar ou corroborar com o que é veiculado na mídia”, finaliza.

Os participantes fizeram inscrições e doaram 1kg de alimento não perecível que serão destinados, posteriormente, para uma instituição de caridade da cidade.

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