Evento já faz parte do calendário estudantil há pelo menos cinco anos com periodicidade bimestral

No dia 8 de Março, em todo o mundo, é realizado o Dia Internacional da Mulher. Um marco na história do século XX, quando algumas mulheres morreram carbonizadas numa fábrica têxtil em Nova York, lutando por seus direitos.

Na Funorte, a comemoração veio em um formato diferente. Os acadêmicos do curso de Psicologia se empenharam para um momento diferente entre eles. Regado a pipoca e refrigerante, os acadêmicos assistiram o filme “As Sufragistas”, como forma de homenagem às mulheres, debate e discussão sobre o perfil daquela realidade.

De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia Leila Silveira, “o Psicofilme é uma das atividades já introduzidas no aprendizado dos acadêmicos e a experiência vivenciada com essa metodologia é extremamente positiva. É uma forma de deixar os estudantess mais próximos dos conteúdos vistos em sala de aula”.

“As Sufragistas adota um ponto de partida interessante ao escolher como protagonista Maud Watts (Carey Mulligan), uma mulher sem formação política. Esta lavadeira, acostumada à opressão masculina, nunca questionou o sistema, mas aos poucos descobre seus direitos como cidadã. O verdadeiro tema do filme é a luta pela igualdade, pela defesa das minorias e pela eliminação dos dogmas machistas impostos pelo cristianismo. Fala-se pouco sobre o voto em si: o verdadeiro gesto político do roteiro é colocar o dedo em feridas morais que existem até hoje”, afirma Bruno Carmelo – Críticas AdoroCinema.

O acadêmico do 9º periodo, Wagner Ribeiro da Silva, “retratar esse filme que se passa no século XX, mas é tão recente ao mesmo tempo é de fundamental importância para nós, principalmente porque ele instiga uma longa discussão”.

O filme coincidentemente, foi escolhido à dedo para esse dia especial. A discussão, não poderia ser diferente do que a esperada: pensamentos fundamentados por profissionais que entendem com propriedade do assunto. É o caso da egressa convidada Talissa Naira Castanha, formada em 2011, conta sobre a experiência de voltar à faculdade para participar como profissional da antiga atividade estudantil:

“Para mim é gratificante retornar “à casa” como profissional após seis anos. Trabalhar com filmes e teatros é sempre bom porque tem uma realidade em cima. Eles te permitem um debate e uma discussão melhor sobre os fatos. Esse em especial, instiga uma discussão grande com os acadêmicos e professores”.

 

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