Acadêmicos do curso de Medicina Funorte organizaram 1º Congresso Norte Mineiro de Semiologia e Raciocínio Clínico. O evento aconteceu no mês de maio, no Automóvel Clube, e contou com a presença de fundadores, docentes, acadêmicos e profissionais de renome nacional.

A fundadora da Funorte, Raquel Muniz, ressaltou sobre o empenho dos estudantes em buscar mais conhecimento. “Gosto de ver a participação dos acadêmicos nestes eventos. É importante esta interação para que aprendam e ensinem todos os dias e tenham experiência para lidar com a saúde, pois o brasileiro, hoje, pede saúde”, frisou.

O Delegado do Conselho Regional, Itagiba de Castro Filho, falou da importância do evento. “A realização de um congresso sobre Semiologia e Raciocínio Clínico supera muito as expectativas que todos nós temos em relação à prática médica atual”, destacou.

Durante o evento, foram realizadas duas palestras. Uma delas com o tema: “A importância do exame clínico na prática”, ministrada pelo Doutor Américo de Almeida Júnior, egresso da Funorte e médico cardiointensivista no CTI Cardiovascular do Hospital Aroldo Tourinho, além de docente de clínica médica da instituição.

Américo falou sobre a importância da correta avaliação clínica. “O exame físico envolve um conjunto de conhecimentos. Hoje temos um gama muito grande de exames sofisticados, que conseguem ler o interior dos pacientes, mas precisamos saber quando e quais exames pedir, pois o exame clínico requer equilíbrio entre os dados. Este é o segredo de sucesso dos bons médicos: saber equilibrar e ter a mente aberta e senso crítico para interpretar exames”, ressaltou o profissional.

O segundo e homenageado palestrante, Doutor Celmo Celeno Porto, ministrou palestra com o tema: “O que diferente na Semiologia do idoso”. Ele é Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, com especializações em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia de São Paulo, Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, entre outras, além de Doutorado em Clínica Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Ele abordou as formas com que os pacientes buscam informações sobre saúde e como os sintomas podem ser diagnosticados. “O paciente, hoje, tem várias formas de buscar informações sobre sua saúde e, isto, pode ser feito sem um profissional físico, ou seja, através da internet, por meio de aplicativos para buscar avaliações das mais variadas situações. E ainda assim, ele estará adquirindo aparelhos médicos. E estes meios têm muitas vantagens, pois, o profissional atende 24 horas por dia, inclusive domingo e feriado; vai onde o paciente estiver e não cobra nada. Porém, ele também tem defeitos, ele não examina o paciente; não tem Código de Ética e, assim, não assume responsabilidade legal; tem pouca experiência, mas o pior de tudo é que ele é pessimista. Fizemos uma pesquisa e todos os diagnósticos levam ao câncer e esta é uma característica negativa que causa dificuldade no relacionamento com o paciente”, abordou o palestrante.

Umas das organizadoras e idealizadora do Congresso, Pollyana Cecília de Carvalho Almeida, falou sobre o sonho de realizar o evento. “Ao comprar o livro de Semiologia do Celmo Celeno Porto e olhar a foto desse autor nas primeiras folhas, senti vontade de trazê-lo aqui. Isso foi no primeiro período. No segundo período recebi um vídeo motivacional do Celmo, que estava em um jantar com uma acadêmica que coincidentemente se chamava Pollyana. Quando vi esse vídeo decidi que faria o Congresso. Chamei mais três pessoas da minha total confiança (Cesário, Ramanna e Bruna) para dividir esse sonho e iniciar então o projeto para realização do congresso”, disse.

Como acadêmica, ela ressaltou a relevância da Semiologia para os futuros profissionais. “Abordar a semiologia é importante, pois uma medicina de excelência apoia-se em três pontos: ética, boa relação médico paciente e raciocínio científico baseado em dados bem colhidos. Todos dependem do exame clínico”, concluiu a estudante do 5º período de Medicina Funorte.

Greiciely Rodrigues

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