Docentes e acadêmicos do 8º período do curso de Fonoaudiologia promoveram momento de distração para os pacientes com atividades direcionadas e dinâmicas, além de brincadeiras para observar o comportamento individual e em grupo.

“Gosto de trabalhar a parte psicomotora envolvendo aprendizagem com atividades dinâmicas. São crianças e adolescentes que possuem dificuldade na escrita e na fala”, diz a fonoaudióloga e supervisora do estágio de Linguagem Escrita Lilian Meira, que completa: “Eles trabalham a coordenação motora, os fonemas e vogais, tudo de uma forma bem interessante.

Cada atividade é direcionada para o paciente e é usada para avaliar o comportamento individual e em grupo. A intenção é o desenvolvimento da aprendizagem, intercalando corpo, mente e emoção.

A supervisora de estágio explica que esse circuito psicomotor é promovido todo final de 8º período no curso de Fonoudiologia. “O foco é fazer o acadêmico vivenciar o atendimento em grupo e observar as crianças interagido umas com as outras. Geralmente esses pacientes apresentam dificuldades na escola, por esse motivo elaboramos as atividades em grupo com o intuito de observar o comportamento para aplicar o tratamento da melhor forma”, enfatiza.

Melri Aparecida ferreira, é faxineira e acompanha o filho de 10 anos há aproximadamente um ano nos atendimentos na clínica escola. Para ela, os resultados são visíveis. “A escola me alertou sobre as dificuldades que meu filho enfrentava durante as aulas, algo que afetou diretamente no seu rendimento, fui orientada a buscar ajuda profissional para ajudá-lo”, diz a mãe que completa: “Meu filho iniciou o tratamento com um psicólogo, depois passou pelo neurologista que não identificou alterações nos exames e veio a comprovação de que o problema é uma dificuldade na concentração. Na sequência foi encaminhado para a fonoaudióloga”, afirma.

Segundo a Melri o filho já melhorou bastante, desde as notas na escola até o relacionamento com a família e os colegas. Os objetivos do tratamento são alcançados através das brincadeiras como correr, brincar com bolas, bonecas, jogos e etc. Através da brincadeira, o profissional observa o funcionamento emocional e motor do indivíduo e utiliza outras atividades para corrigir as alterações a nível mental, emocional ou físico.

Até os adultos se interessaram pelas ações. Muitas pessoas possuem essas dificuldades, mas, infelizmente, os pais não buscaram ajuda quando criança ou não teve uma instrução adequada, o que acaba afetando o futuro, tornando assim, adultos com dificuldades básicas na escrita, na pronúncia, além de dificuldades na concentração.

Gabriele Santos

 

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