Teve início nesta quarta-feira, 26, o II Simpósio de Engenharia de Alimentos – Sim Alimentos, no auditório Ray Colares, campus JK. A coordenadora do curso, Suely Rodrigues Pereira, deu boas-vindas aos presentes e desejou que o evento, que acontece até o dia 29 de outubro, seja aproveitado e prestigiado pelos acadêmicos. “O II Sim Alimentos é uma grande oportunidade de integração e de compartilhar conhecimento sobre inovações tecnológicas e cientificas na área da Engenharia de Alimentos. Teremos diversas palestras, minicuros, workshops voltados para os principais assuntos discutidos na contemporaneidade”, diz.

A primeira palestra da noite foi ministrada pela professora e engenheira Emanuela Ribeiro, que discutiu a temática: “Atuação do engenheiro de alimentos: desafios e oportunidades”. A especialista iniciou a discussão mostrando dados que apontam que até 2050, serão 9 bilhões de pessoas no mundo. Este é um fato de extrema importância para a área, tendo em vista que, se haverá este contingente de pessoas, será necessário produção e estratégias para atender a população.

“A produção de alimentos depende da matéria-prima e cabe ao engenheiro de alimentos estudar a melhor maneira de conservar estes materiais. Ele precisa estar ciente que precisa se adequar a realidade que exige a “produção limpa”, ou seja, buscar aliar suas atividades com o aumento do reflorestamento, redução do desmatamento, priorizar o uso de energias renováveis (solar e eólica) + bicombustíveis (etanol e biodiesel), além de utilizar embalagens que ofereçam menos impacto ao meio ambiente, minimizando as perdas na produção de alimentos (o Brasil perde 30% na exportação) e promover a segurança alimentar”, conjectura a docente.

Para Emanuela, a profissão do engenheiro de alimentos está em ascensão, uma vez que o mercado oferece diversas possibilidades para este profissional. De acordo com ela, o desafio maior é continuar produzindo em um cenário chamado adverso e ao mesmo tempo fazer isso de uma forma que não piore o aquecimento global. “Se ignoramos este problema (climático) e seguimos com uma produção não-sustentável, daqui a alguns anos não vamos conseguir produzir o suficiente para todos”, afirma.

Dentro dos requisitos para ser bem sucedido no mercado de trabalho, a engenheira explica que é fundamental que o profissional se atente para questões como a racionalização e melhoria de processos e fluxos produtivos, aumento da qualidade e produtividade e redução dos custos industriais. “O mercado em Montes Claros está aquecido. Existem vagas, mas é fundamental que se qualifiquem e se preparem para isso. Além da graduação é preciso continuar os estudos (fazer pós-graduação, mestrado) e ter o domínio da língua inglesa”, aconselha.

A professora explica que dentre as funções praticadas pelo engenheiro de alimentos está o controle de qualidade. Nesta atividade ele irá definir padrões de qualidade para os processos (desde a matéria-prima até o transporte do produto final), planejar, implantar e monitorar processos, treinar equipes, cumprir com as exigências do mercado e garantir a segurança alimentar. “Podemos atuar ainda na área de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologia, em projetos de consultoria, planejando e executando projetos de indústrias de alimentos e analisar a viabilidade econômica. Além disso, existe a área comercial e marketing e fiscalização em alimentos e bebidas”, conclui Emanuela.

O engenheiro agrícola, Warlen Maldonado, abordou “A importância da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB e o seu papel social”, na segunda palestra promovida pelo evento.

O especialista iniciou sua abordagem enfatizando a importância dos acadêmicos criarem uma teia de contatos e relacionamento desde a graduação, uma vez que através destas relações, o processo de inserção do mercado de trabalho torna-se mais fácil.

Durante a palestra, Warlen explicou que o principal objetivo da CONAB é contribuir para a regularidade do abastecimento e garantia de renda do produtor rural, participando da formulação e execução das políticas agrícolas e de abastecimento. “A CONAB é uma empresa pública, criada em 1990 e autorizada pela Lei 8029, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. Queremos através dos nossos projetos assegurar o atendimento das necessidades básicas da sociedade, preservando e estimulando os mecanismos de mercado”, conta. Dentre os projetos da Companhia está o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, que tem como finalidade promover o acesso a alimentação e incentivar a agricultura familiar.

A terceira e última palestra do primeiro dia de evento foi uma palestra com a engenheira e professora de Ioga, Ana Luísa Amaral, que discutiu o “Bem-estar no trabalho: técnicas para gerenciar o stress no ambiente profissional”. A atividade foi realizada no campo de futebol do campus JK e os acadêmicos exercitaram e aprenderam como utilizar a prática da Ioga para melhorar a rotina e diminuir as consequências provocadas pelo ritmo de trabalho acelerado.

Para a acadêmica do 9° período de Engenharia de Alimentos, Maria Eduarda, o evento é muito importante para agregar conhecimento. “O encontro nos possibilita o reconhecimento de desenvolver a área seja no âmbito científico, tecnológico e social, além de nos permitir vislumbrar as possibilidades do mercado de trabalho”, fala.

No fim das palestras, os profissionais e acadêmicos realizaram um lanche coletivo para confraternização e comemoração do Dia do Engenheiro de Alimentos, celebrado no dia 16 de outubro.

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