Especialista da Funorte dá dicas de como cuidar dos animais domésticos no período de verão e férias

A chegada das férias é um dos momentos mais esperados do ano. Neste período, há cada vez mais donos que viajam com os seus animais, seja em férias prolongadas, fins de semana ou passeios curtos. Mas nem sempre levar os pets é possível e há casos em que não é a melhor opção. Por isso, conhecer as necessidades do seu cão ou  gato pode te ajudar durante suas viagens ou a tirar uma folga da rotina. Os animais são nossa responsabilidade e percebem quando não estamos por perto. Neste sentido, é importante deixar tudo preparado antes de viajar.

Para a médica veterinária e professora do curso na Funorte, Letícia Athayde Rebello Carvalho, especialista em Clínica Médica de Pequenos Animais, no período de férias muitos proprietários optam levar seus animais de estimação para as viagens.  Ela aconselha que antes de tomar esta decisão é preciso levar o pet ao médico. “Antes de tudo o animal deve ser levado ao médico veterinário para um check-up, colocar a vacinação em dia e emissão do atestado de saúde. Já no percurso, é importante manter o animal sempre hidratado, uma temperatura agradável no veículo e utilizar um cinto de segurança especial ou caixinhas de transporte”, diz.

A especialista ainda conta que como o principal destino das pessoas nas férias são cidades com praias, rios ou lagos é conveniente comunicar ao médico veterinário de sua confiança para que ele possa lhe informar sobre formas de prevenção da dirofilariose canina. “A dirofilariose é uma doença causada por uma larva que se desenvolve dentro do coração dos cães e gatos, por isso o nome popular “verme do coração”. O mosquito transmissor da doença é encontrado com frequência em locais de praias, rios e lagos”, fala Letícia que ainda completa: “É interessante também o uso de protetores solares em alguns animais, principalmente cães e gatos de pelagem clara, pele despigmentada, raças com predisposição a câncer de pele ou outros problemas cutâneos. Aplicar sempre nas áreas desprovidas de pelo, como ponta da orelha e base do focinho. Importante lembrar que existem protetores especialmente destinados aos cães e gatos”.

Leticia ainda alerta que, infelizmente, ainda é frequente os proprietários que optam por deixar seus animais sozinhos em casa, com uma quantidade grande de água e ração. Segundo ela, isso não é uma opção interessante, uma vez que esses animais podem virar principalmente a vasilha de água. “Pouco tempo desprovido de água pode levar o animal à desidratação e óbito. Existem opções mais adequadas para essa situação, como deixar um animal em um hotelzinho ou sob os cuidados de um pet sitter (babá de cachorro). Estas sim são opções mais adequadas, pois o animal estará sob a supervisão de responsáveis, e qualquer intercorrência será comunicada aos proprietários e tomadas as providências adequadas”, aconselha.

Verão e calor intenso

Outro fator importante para ser tratado neste período de férias é o calor intenso provocado pelas altas temperaturas. Além de não possuírem glândulas de suor, cães e gatos possuem uma pelagem que funciona como aquecedores térmicos naturais. Para que os animais não sofram com o aumento das temperaturas, a médica veterinária afirma que alguns cuidados podem amenizar o sofrimento deles. “Sempre deixá-los em local arejado, com um local sombreado, água fresca sempre à vontade. Se for caminhar com o animal preferir horários mais frescos, como no início do dia ou final da tarde, buscar sempre locais sombreados, ter bom senso quanto a temperatura do asfalto ou cimento, que pode levar a queimaduras nos coxins. Além disso, hoje temos algumas opções no mercado de utensílios que auxiliam no conforto térmico para pets, como por exemplo colchonetes térmicos, com gel interno que é ativado com o peso do animal, deixando-o com uma temperatura até 6º abaixo da ambiental e bebedouros que ajudam a manter a água gelada por mais tempo. Raças que tem o pelo longo o proprietário pode optar pela tosa no período de calor”, explica.

Letícia ressalta que algumas raças não são adaptadas a locais quentes como o Husky siberiano, Malamute do Alaska, São Bernardo, deste modo os proprietários que optaram por essas raças em climas como nosso devem tomar um maior cuidado para o conforto térmico desses animais. “As raças chamadas de braquicefálicas, ou seja, que apresentam o focinho achatado tem maior dificuldade de trocar calor com o ambiente. Portanto os proprietários de cães e gatos de raças como, por exemplo, o Bulldog francês, Bulldog inglês, Pug, Shih-tzu, Persa, e várias outras devem ter um maior cuidado quanto ao estresse térmico desse animal”, conclui.

 

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