Através da formação em Gastronomia é possível adquirir conhecimentos que vão muito além das habilidades técnicas para manusear e preparar alimentos. Durante o curso, este profissional aprende sobre gestão, segurança alimentar, processos industriais, valor nutricional e características dos alimentos, entre outros.

O coordenador do curso de Gastronomia Funorte, Jonas Cotta Sacchetto, explica um pouco sobre como funciona o curso. Segundo ele, o fato da graduação fazer parte da categoria de curso tecnólogo, não impede que o profissional curse especializações. “O curso tem duração de 5 semestres, conta com uma matriz curricular bem atual no que diz respeito ao ponto de vista educacional. Além, do estudante sair apto a fazer pós-graduação, mestrado ou doutorado”, destaca.

Ele frisa, ainda, o diferencial do curso em trabalhar com a prática. “A Gastronomia é um curso que tem 50% da carga horária prática e a outra parte são, basicamente, disciplinas de gestão. Então é um curso de gestão e prática, que possibilita que o profissional seja tanto um cozinheiro como também um gestor”, ponderou o coordenador.

A formação prepara o acadêmico para que ele possa atuar com segurança no mercado de trabalho. Jonas explica que cursar a graduação é importante, pois capacita o profissional a ser mais competitivo. “A Gastronomia ainda está no processo de ser um diferencial, principalmente em Montes Claros. Ser graduado faz com que o profissional tenha uma visão mais crítica do universo de comidas e bebidas, pois ele consegue enxergar a alimentação e o ato de servir através de diversos pontos de vistas, tais como: econômico, financeiro, gerencial, logístico, operacional, estrutural e produtivo”.

Além do conhecimento, a Funorte oferece uma estrutura moderna para capacitação dos alunos. “Os nossos equipamentos são de ponta. O laboratório acolhe no máximo 30 alunos, então as aulas possibilitam um contato bem próximo com o professor, além de uma matriz bastante atualizada, com um corpo docente competente, um time bem coeso, bem conectado que fala a linguagem do curso e uma coordenação bem próxima dos alunos”, destacou Jonas.

Pensar em Gastronomia também é pensar em cultura, pois o profissional é preparado para atender e servir em qualquer região. “A cultura de um povo ou de uma região também se associa à forma como se alimentam, como trazem os alimentos e em sua oferta. Então, a graduação possibilita que o acadêmico se prepare para atender aos diversos mercados”, frisou o coordenador.

O curso da Funorte é pioneiro no Norte de Minas, por isso, Jonas explica que existe uma realidade de procura maior que oferta. “Os hotéis e restaurantes são famintos por mão de obra qualificada e quem se qualifica, se destaca e consegue bons postos de trabalho”.

Um ponto de destaque da profissão é o fato de não ter se abalado com a crise econômica do país. Junto com o segmento de transportes, o setor de alimentos e bebidas não sofreu retrocesso, pelo contrário, teve um pequeno avanço, neste período. “O mercado está diferente, Gastronomia não é somente luxo e, sim, vender alimentação de forma segura, consciente e bem praticada. Então, mesmo em meio à crise, a profissão cresceu. A gastronomia com padrão de luxo sofre um resfriamento, mas a alimentação necessária, que não deixa de ser gastronomia, cresceu”, ressaltou Jonas.

Em comparação à outras graduações, o acadêmico de Gastronomia tem um diferencial, pois já ingressa no curso com afinidade na área. “Mesmo que o estudante não saiba cozinhar, ele gosta e se familiariza com o ambiente.Temos bastante alunos jovens que sonham em ser cozinheiros e empreendedores na área, assim como alunos que trabalham na área e querem se especializar para se valorizar e aprender mais ou assumir uma posição ou ação que não teria segurança sem a capacidade que a graduação proporciona. Mas temos também, os que fazem por hobby, por ter afinidade em transformar o alimento. Uma curiosidade interessante é que temos alunos de 18 a 60 anos, que convivem em ótima harmonia”, destacou o gastrólogo.

Jonas ressalta, ainda, que tem satisfação em trabalhar e inspirar pessoas através de sua própria história. “Eu descobri minha afinidade em mexer com alimentos; em transformar ingredientes em preparações que causariam prazer, que proporcionariam experiências e vivências inesquecíveis; desde cedo. Porém, eu não sabia que existia a formação superior, então, a partir de 13 anos, eu soube que poderia seguir esta carreira e isto me motivou”, frisou.

Jonas trabalha na Funorte desde a primeira turma. No avanço de seu trabalho, foi convidado a assumir a coordenação. Ele cita que ensinar é um grande prazer e aborda a paixão que tem pela profissão. “A Gastronomia faz parte do segmento hospitalidade, assim, o nome do segmento já traduz o perfil do profissional. É preciso ter prazer em servir e não se incomodar com o fato de perder o lazer para trabalhar para o lazer de outras pessoas. Eu respiro a Gastronomia, eu dou aula, trabalho e estou cercado, o tempo todo, de pessoas que atuam na área. Eu faço o que gosto todos os dias, às vezes, fisicamente é cansativo, mas é muito compensatório”, conclui.

Greiciely Rodrigues

 

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