Na manhã desta quarta-feira, 08 de agosto, a Funorte recebeu no Campus São Luís, a visita da comunidade quilombola de Riacho da Cruz com o objetivo de expandir e desenvolver o projeto “Cidadania Ribeirinha”, atividade advinda do setor executivo da Assembleia Legislativa sem vínculo partidário e que já está na sua segunda edição.

A 1° edição aconteceu nos municípios de Manga, Itacarambi, Matias Cardoso e Pedra de Maria da Cruz. As cidades são escolhidas de acordo com relação ao fluxo do Rio São Francisco e que estejam com menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Já em sua 2° edição, os municípios envolvidos são Januária e São Francisco. O programa tem como uma de suas finalidades, abarcar o conhecimento na área jornalística para a realização de trabalhos de educação ambiental e de movimentação relacionada a auto sustentação da preservação do meio ambiente e sócio cultural.

Segundo a gestora do projeto, Janaelle Neri, “a campanha tem o intuito de tratar sobre um informativo, trabalhando no encalço de campanhas ambientais. A campanha adotada pelos alunos de Riacho da Cruz foi a realização de um informativo sobre a comunidade, assim, buscamos a parceria com a Funorte para poder falar sobre o assunto (o que é uma notícia, como elaborar), usando o informativo para que todos possam saber o que estaria acontecendo na comunidade. Dessa forma, faremos uma introdução teórica com a instituição e depois realizaremos a execução disso com apoio do projeto”, explica.

De acordo com o coordenador do curso de Jornalismo, Elpídio Rocha: “o projeto é importante, justamente por aproximar a universidade da comunidade, pois, constitui-se efetivamente em colocar na prática a ideia de que as faculdades precisam ter uma aproximação com as comunidades. O projeto é mais requintado ainda porque está sendo discutida a questão da cidadania da ribeirinha, ou seja, trazer quilombolas, pessoas de outras comunidades, com oportunidade de conhecer a faculdade, ver a forma que trabalhamos, como a questão da informação, do conhecimento, pelo viés jornalístico e viés da mídia”, finalizou.

Márcia Braga, jornalista e docente da Funorte, contou sobre a proporção da campanha: “Essa pluralidade é primordial, pois, quando se tem mais vozes que discutem esse tipo de assunto, consequentemente, aumenta a capacidade de compreensão. Assim, esse jornalismo ambiental e comunitário que consiste na discussão de questões ambientais que eles vivem no cotidiano, é de suma importância”, concluiu.

Uma das participantes do projeto, Daiana de Brito, residente na comunidade quilombola do Riacho da Cruz. Ela contou que: “a montagem do jornal comunitário é de extrema significância, tendo em vista que intenção dele é conscientizar, informar e até entreter a comunidade com seus próprios assuntos da forma mais acessível”, findou.

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