Hold on (Segure firme)
No chamado “Setembro Amarelo”, pessoas de diferentes profissões e credos portam o lacinho amarelo, significando seu engajamento na luta contra o suicídio e outros males correlatos como depressão, angustia e sentimentos negativos que provocam tantas tragédias, tanto dissabores e tantos sofrimentos aos mais diversos seres humanos, de diferentes nacionalidades, de diferentes padrões sociais, de diferentes níveis culturais e financeiros, é preciso parar para pensar sobre o nosso jeito de nos sentir na vida cotidiana.

Especialistas já descobriram que basta apenas segurar 1 minuto, para não nos enveredar para cometer o desenlace fatal. Basta apenas 1 minuto para nos livrar de por fim a um suposto sofrimento incurável.

As ondas de desespero, de aflição, de tormento cessam de nos acometer se aguentarmos firmes durante 1 minuto, embora possam voltar outras repetidas vezes da mesma forma… O importante é termos consciência que podemos suportar, que podemos aguentar, que podemos ter alívio após este tsunami emocional. Isto evitaria muitas tragédias, descontrole, muita agitação mental…

A saúde mental juntamente com a física é o maior bem que podemos desfrutar neste planeta…

Sem equilíbrio, paz e serenidade, não conseguimos aproveitar os momentos de felicidade que a vida nos oferece…

Investir nisto é nossa tarefa maior, pois sem tranquilidade e alegria a vida não vale a pena, e pode se tornar um fardo difícil de suportar…

Este desafio tem que ser construído diariamente, a cada minuto, a cada respiração, a cada encontro, a cada momento de nossa vida…

O ideal é não pensar de forma negativa… Nossa mente tagarela, no entanto, normalmente não dá conta de manter os pensamentos negativos longe de nós… Ela é a toda hora bombardeada pelas notícias negativas de rádio e TV, pelos comentários negativos que ouvimos, pela energia negativa que captamos no ar… Infelizmente somos muito influenciáveis pelo que vem de fora, e não aprendemos a colocar um filtro eficiente que nos proteja destas invasões de privacidade indesejáveis e perniciosas…

Embora sejamos sujeitos a tudo isto, embora sejamos susceptíveis a estes ataques, embora estejamos à mercê destes ruídos externos, é responsabilidade nossa decidir o que fazer com tamanha tralha e sujeira, é responsabilidade nossa acreditar ou não em tamanhas sugestões desagradáveis, é responsabilidade nossa passar a funcionar conforme estas notícias ou não, é escolha nossa a maneira como vamos nos posicionar na vida apesar do que possa estar acontecendo à nossa volta…

Escrevemos tudo isto para chegar ao ponto central de nosso raciocínio e reflexão…

Todos nós somos responsáveis por aquilo que estamos sentindo…

Nada – nem ninguém é capaz de mudar nossos sentimentos internos sem nossa colaboração, sem nosso consentimento… Jamais podemos admitir tal poder a terceiros ou a eventos externos, mesmo que sejamos atingidos por eles… Que escolhemos sentir é decisão nossa independente da opinião de quem quer que seja, independente da forma como as coisas acontecem conosco…

Monitorar, portanto, a cada minuto nosso sentir, acompanhar diariamente o que nos pesa na alma, selecionar cuidadosamente o que vamos internalizar, filtrar as informações que nos afligem, minerar seletivamente o que encontramos pela frente, cuidar de nossos sonhos, alimentar nossa esperança, frutificar nossos desejos, cultivar nossos amores, celebrar nossas paixões é tarefa intransferível de cada um de nós, talvez a mais importante de nosso dia a dia…

Do contrário vamos ficar ao sabor dos ventos, em meio a trovões e tempestades, sem destino próprio, sem estratégias, num mar revolto de ondas traiçoeiras a nos lançar de um lado para outro, perturbando nossos corações e mentes, e deteriorando nossa profunda relação com a beleza que é viver!

Leila Silveira – Psicóloga, Coordenadora do curso de Psicologia Funorte e Diretora da TransformaSH Ltda
Délcio Fortes – Engenheiro, Professor universitário e Consultor/sócio da TransformaSH Ltda

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