Depois de cinco anos de muito estudo e dedicação, finalmente chega o momento tão esperado. Mas antes de chegar ao final os acadêmicos do curso de Odontologia se despediram com o último trabalho que foi o estágio no Sistema Único de Saúde – SUS, com a finalidade de inserir o acadêmico para atuar no âmbito da atenção básica e preferencialmente na estratégia da saúde da família.

A Docente e supervisora dos alunos do 10º período turma A, Marinilza Soares Mota ressalta a importância do estágio na rede pública e o quanto isso pode auxiliar na formação dos profissionais.

“Essa oportunidade faz com o aluno tenha uma autonomia e um enfretamento na realidade da saúde brasileira, ele vai elaborar seu planejamento de acordo com a realidade que esta vivenciando. Ele transforma a comunidade através de ações promocionais, curativas e preventivas”, diz.  

Segundo Marinilza, o estágio faz com os acadêmicos cresçam profissionalmente, além de desenvolver habilidades com a vivência nas relações interpessoais e a contribuição para a comunidade.

Nesta última banca de trabalhos os alunos são avaliados pela relevância das ações, o domínio do conteúdo e a postura na apresentação, já que profissionais da Odontologia e docentes avaliaram cada trabalho. Para a cirurgiã dentista Maria Amanda, na faculdade os acadêmicos têm a opção de escolher os materiais que irão utilizar, do lado de fora através do SUS, na prática eles usam o que tem.

“Acredito que o estágio vai ajudá-los a ter uma autonomia”. “Vivenciar não só as dificuldades da saúde pública, mas conseguir enxergar virtudes também, isso eles aprendem no dia a dia como qualquer outro profissional, além do amadurecimento profissional e a aprimoramento do trabalho individual e coletivo”, afirma.

O acadêmico do décimo período Rodrigo Heitor Simões, está feliz em finalizar o seu curso, mais e diz que vai levar para a vida as experiências do estágio.

“Foi muito gratificante ter participado do estágio através do SUS. Existiram dificuldades, porém, muitas virtudes. Sabemos que esse sistema atende muitas pessoas e que por vezes faltam materiais. Mais um fato é certo se o profissional quiser fazer a diferença ele consegue vencer essas barreiras e oferecer um trabalho de qualidade com os materiais que ele tiver, cabe ao profissional fazer a diferença, acredito que isso vale para todas as profissões”, diz o acadêmico.

Rodrigo relata ainda que quando faltavam materiais, saia de casa mais cedo e pegava emprestado em outra unidade e depois devolvia. Ele sempre estava disposto a vencer esses obstáculos. “Foram cinco anos de muito estudo e esforço, eu saio da faculdade com uma certeza de que tenho um embasamento teórico e prático para fazer um bom trabalho, eu e meus colegas não vamos apenas cuidar dos dentes da boca das pessoas, vamos levar saúde”. O acadêmico acredita que os setenta dias de estágio deixam a certeza de que ajudar ao próximo é uma dádiva de Deus que foi entregue aos profissionais da saúde e cabe a cada um usar da melhor forma.

Gabriele Santos

 

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