Conhecido popularmente como ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio é uma das doenças mais letais que atacam o coração. Ela se caracteriza pela ausência ou pela diminuição da circulação sanguínea no órgão, o que priva o músculo cardíaco (miocárdio), no local acometido, de oxigênio e de nutrientes, causando lesões importantes que podem levar até a morte de suas células, conforme o tempo de duração do evento. Com isso, o funcionamento do coração, que trabalha como uma bomba mecânica pode ser seriamente afetada.
Com base nisso, a doença foi escolhida como tema do trabalho dos acadêmicos de Fisioterapia, na disciplina de Cardiologia, ministrada pelo professor Geraldo Valle. Os alunos escolheram ambiente descontraído do campus Amazonas para falar e desenvolver o projeto.
Calita Santana é acadêmica do sexto período de Fisioterapia. Ela fala sobre a importância de se atentar sobre os principais fatores de risco. “As pessoas devem prevenir porque pequenas atitudes trazem grandes resultados. A população deve ficar sempre atenta a fatores como obesidade, alimentação saudável, exercícios físicos e o estresse do dia a dia”, afirma Calita.
Para Markley Thais, também do sexto período, as pessoas confundem infarto agudo do miocárdio com dores no peito. “A dor no peito na verdade é denominada de “angina”, que é um sintoma de doença arterial que causa sensação de aperto, pressão, peso ou dor no peito. Pode ser súbita ou voltar a ocorrer ao longo do tempo”. A acadêmica diz que as pessoas devem procurar o médico assim que identificar algum dos sintomas.
O infarto dependendo da gravidade pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, medicamentos, angioplastia ou cirurgia, mas é preciso levar uma vida saudável. É o que relata o professor Geraldo Valle. Para ele, cerca de um terço da população mundial vai morrer de infarto do miocárdio. “Os sintomas que a pessoa tem durante o ataque agudo, está relacionada a uma dor localizada no peito, atrás do osso externo, essa dor pode ser irradiada para os braços, principalmente o braço esquerdo, o queixo e as costas”.
O especialista ainda afirma que, normalmente, o infarto do miocárdio acontece quando há um descolamento de uma placa chamada aterosclerose (acúmulo de gorduras). Segundo ele, essa placa acaba obstruindo uma artéria e ocorre o infarto. Geraldo explica que é possível prevenir um ataque, se atentando aos fatores de risco como o tabagismo, etilismo, colesterol alto, glicose alta, stress, sedentarismo e obesidade.
O professor explica que o trabalho em forma de vídeo é uma maneira que encontrou para envolver os alunos nas aulas. “Falar a linguagem do acadêmico é algo muito importante. Eles estão acostumados com as redes sociais, as mídias rápidas e dinâmicas então, esta é uma nova fórmula de fazer com que o aluno se interesse pela disciplina e pelos assuntos”.
Fiquem atentos aos principais sintomas:
• Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de trinta minutos;
• Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não, a ingestão de alimentos;
• Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo);
• Ocorrência de suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
• Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

Para mais informações sobre o curso de Fisioterapia através dos telefones: 2101- 9685/ 2101-9689.

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