Nesta quarta-feira, 20 de setembro, a turma do 4º período do curso de Administração Funorte realizou conscientização sobre o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, no Campus São Luís. A turma foi dividida em grupos que visitaram todas as salas dos cursos falando sobre os motivos, as precauções a serem tomadas e mostrando para quem tem algum problema, que o suicídio não é a melhor solução.

Estima-se que 800 mil pessoas morram desta forma anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. Segundo a Oganização Mundial da Saúde – OMS, a média global é de 10,7 por 100 mil habitantes, sendo 15/100 mil entre homens e 8 entre as mulheres. No Brasil atualmente, é a quarta causa de mais mortes, chegando a 11 mil por ano.

O projeto foi idealizada na disciplina de Psicologia Geral, ministrada pela professora e psicóloga Cida Silveira. “Setembro é o mês que nós buscamos cuidar da nossa saúde mental. Eu dei a ideia para a turma, eles aderiram e pesquisaram sobre, como pode ser evitado, o que leva ao suicídio e passar isso para a comunidade acadêmica do campus”, conta a professora.

Cida Silveira destaca a importância de falar sobre o assunto para as pessoas. “Nós trabalhamos com prevenção, então a conscientização das pessoas para que cuidem da sua saúde mental, para melhorar sua qualidade de vida, é uma forma de prevenir o suicídio. Quanto mais a gente puder informar as pessoas sobre esse autocuidado e de cuidar de quem está próximo, menos mortes por suicídio pode acontecer”, explica Cida.

De acordo com a psicóloga existe o mito de que quem pensa em cometer suicídio não fala sobre. “É um mito, as pessoas quando chega nesse ato, são pessoas que perderam o sentido da vida, podem ser vários os motivos, e ela não vê perspectiva na vida dela. Mas elas dão sinais, seja um isolamento social, seja uma música que ouve, e por aí vai. É preciso estar atento às pequenas coisas”, diz Cida Silveira.

Segundo o aluno Heberth Alves, o projeto é propício para disseminar para os demais acadêmicos a importância de combater o suicídio. “Esse assunto é tratado como tabu, e cabe a nós, levar as problemáticas sobre o tema para os demais cursos, e também como prevenir isso, e que é possível reduzir o número de mortes que são causadas por isso”, diz Heberth.

A acadêmica Franciele Pereira Santos destaca que a melhor forma de tentar evitar o suicídio é o diálogo que aborda o problema. “Muitas pessoas dão sinais, e nós que estamos próximos dessas pessoas não conseguimos enxergar. Por isso, é de suma importância a valorização da vida das pessoas, de tentar conversar para saber o que está acontecendo com aquela pessoa”, ressalta a aluna.

Franciele diz ainda que se assustou com o número de suicídios que acontece ao redor do mundo e que não se pode achar que é drama. “A quantidade de pessoas que se submetem a isso, é um numero alarmante, e é uma discussão que deve ser falada. O projeto me mostrou que devemos dar muita importância a esse tema, porque muitas das vezes o assunto é deixado de lado. A dimensão do problema é muito grande, tirar a própria vida é um mal para a sociedade de uma forma geral, e é preciso combater a depressão, que é um problema de saúde pública”, conclui Franciele.

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