A automedicação é um ato recorrente no cotidiano da população brasileira. É muito comum ouvirmos casos de pessoas que se automedicaram sem prescrição médica ou até mesmo seguindo alguma indicação de amigos e familiares sobre qual medicamento ingerir. Esta atitude, aparentemente simples, pode provocar danos severos a saúde.

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 76% dos brasileiros faz uso da automedicação. Entre os que adotam essa prática, 32% possuem o hábito de aumentarem a dose. O levantamento ainda constata que 61% dessas pessoas, sabem o risco do uso de ingerirem remédio sem a prescrição médica. A capital que registra o maior índice pessoas que se automedicam é Salvador, com assustadores 96% dos habitantes.

A utilização indevida de medicamentos ou o uso excessivo do mesmo pode ocasionar o agravamento de uma doença e esconder alguns sintomas. Como relata Tatiele Alves, acadêmica do 7º período do curso de Farmácia da Faculdade de Saúde Ibituruna – Fasi. “Apesar de aliviar os problemas imediatos, o medicamento pode apenas mascarar a doença, causando uma piora no caso e dificultando um diagnóstico por parte dos profissionais da área”. Tatiele ressalta os casos mais frequentes: “A intoxicação e a alergia estão entre os casos mais comuns pela falta de conhecimento dos pacientes”.

Entre as ações para conscientizar a população sobre o uso correto do medicamento a Educanvisa e o Ministério da Saúde desenvolve materiais didáticos, propagandas e palestras para reforçar a orientação na utilização dos remédios.

Wallace Borges

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