A fonoaudiologia possui diversas áreas de especialidades e umas delas é a linguagem escrita, que é fase prática do estágio dos acadêmicos do 7° e 8° períodos do curso. De acordo com Lilian Angélica Neira de Paula, coordenadora de linguagem escrita, na avaliação fonoaudiológica de leitura e escrita o objetivo é de investigar as diferentes habilidades de linguagem oral, escrita e metalinguísticas envolvidas no processo de aprendizagem, considerando a importância dos processos cognitivo-linguísticos da linguagem, da escrita e da leitura.

“Fazemos uma bateria de testes que envolvem exames como: Fonêmico que é para avaliar fala e possíveis alterações, figura humana para o conhecimento de parte do corpo e o desenvolvimento do grafismo, expressão oral com objetivo de desenvolvimento da criança com relação as frases e textos, temos também uma avaliação de pré-requisitos preparatórios para a leitura escrita”, ressalta Lilian Angélica.

De acordo com a coordenadora existem ainda vários testes que podem ser feitos nos pacientes, como por exemplo, o teste de aprendizagem que envolve redações, ditados, leitura e, na seqüência, é feito uma avaliação geral dos testes para ter um pré-diagnóstico para identificar se as causas são: transtorno de leitura, dificuldade de aprendizagem ou se pode ser algo momentâneo, psicológico ou social.

Os pacientes que possuem essa dificuldade variam de crianças até adultos. No caso das crianças, o transtorno pode ser identificado principalmente na escola, através dos professores que os acompanham. É o caso da acadêmica Elisângela Maria, que já atua como docente em uma escola infantil e entrou no curso de fonoaudiologia para agregar mais conhecimento a sua profissão, além disso, acredita que escolheu o curso certo para dar continuidade a sua formação.

“Eu como docente, alfabetizadora, relacionando linguagem escrita e conhecimento teórico, me sinto apta para aplicar os testes e realizar as terapias. O meu olhar como professora mudou, quando meus alunos cometem determinados erros que não são comuns para a sua idade eu já consigo entender que pode ter alguma outra alteração. É claro que não dou o diagnóstico, mas posso observar qual a dificuldade daquela criança e acompanhá-la com mais precisão e, assim poder ajudar conversando com os pais para procurar uma ajuda”, diz a acadêmica.

De acordo com a coordenadora, a clínica escola de Fonoaudiologia atende crianças e adultos em diversas áreas. Isso colabora ainda mais com o aprendizado dos futuros profissionais dessa área, além disso, oferece um atendimento de qualidade para a população.

Gabriele Santos

 

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